29 de Outubro de 2007 / às 09:52 / em 10 anos

AGENDA GLOBAL-Fed terá petróleo, ouro e dólar como coadjuvantes

Por Jamie McGeever

LONDRES (Reuters) - A reunião do Federal Reserve estará no centro das atenções nesta semana, já que deve resultar em um corte de juro. Os recordes de alta do euro e do petróleo também serão observados, assim como as mínimas do dólar.

O dado de emprego nos Estados Unidos de outubro será divulgado na sexta-feira, dois dias após a decisão do Fed. Na Europa, investidores também atrás de pistas sobre os juros olham o número da inflação de outubro e discursos de autoridades do Banco Central Europeu (BCE).

O mercado espera que o Fed reduza o juro após uma série de fracos dados e balanços de bancos mostrando perdas em razão da crise imobiliária.

A questão dos investidores é se o corte será de 0,25 ponto percentual ou se repetirá a redução surpreendente do mês passado de 0,50 ponto.

Lena Komileva, economista-chefe do Tullett Prebon em Londres, espera um corte de 0,25 ponto.

“Os mercados de crédito continuam desordenados. A desaceleração do setor imobiliário se intensificou e não há retomada à vista... (além disso) a perspectiva de inflação continua benigna no curto prazo, o que permite que o Fed coloque o foco no crescimento”, disse.

O Fed anuncia sua decisão na quarta-feira às 16h15 (horário de Brasília), ao fim de uma reunião de dois dias.

O dado mais importante da semana será o de postos de trabalho, que deve mostrar a criação de 90 mil vagas em outubro e estabilidade da taxa de desemprego em 4,7 por cento.

MOEDAS E COMMODITIES

A expectativa de um corte de juro pelo Fed puxou o dólar para recordes de baixa, elevou as bolsas, os bônus e os preços das commodities, ajudando o petróleo a superar os 90 dólares por barril em Nova York.

As marcas anteriormente inacreditáveis de 100 dólares o petróleo e 800 dólares a onça do ouro já não estão mais tão distantes, levando alguns analistas a alertar que os formuladores de política podem estar ignorando as pressões inflacionárias desses movimentos em um momento de baixo crescimento econômico.

Se o euro forte ajuda a limitar as pressões sobre os preços, o custo de importação do petróleo pressiona a inflação para cima.

Analistas esperam uma inflação anual na zona do euro de 2,3 por cento em outubro, acima da taxa de 2,1 por cento de setembro e da meta de 2 por cento do BCE. O dado sai na quarta-feira.

“O BCE deve... ser capaz de ver através da aceleração temporária da inflação nos próximos meses e manter (o juro em 4 por cento) durante boa parte de 2008”, afirmou o Bank of America em nota.

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