Cristina Kirchner manterá política econômica na Argentina

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 07:54 BRST
 

BUENOS AIRES (Reuters) - Cristina Fernández de Kirchner, eleita presidente da Argentina no domingo, vai manter a atual política econômica para dar continuidade ao processo de melhora da situação social do país, afirmou o ministro da Economia, Miguel Peirano.

Durante a campanha, a senadora e primeira-dama concentrou seus esforços no destaque dos sucessos obtidos na gestão de seu marido, Néstor Kirchner. Sob o comando de Kirchner, a Argentina teve expressivas taxas de crescimento, que permitiram a redução dos níveis de desemprego e pobreza à metade.

Peirano assegurou em entrevista à Rádio Mitre que "garantir o pleno emprego, garantir a melhor distribuição de renda, garantir que a economia continue crescendo... são desafios que o futuro econômico argentino exige".

Apoiado em um boom agroexportador, o governo sustenta sua política em um câmbio depreciado e no incentivo ao consumo, mediante o aumento de salários e pensões e subsídios para manter congelados os preços da gasolina e dos serviços públicos.

O ministro disse ainda que com Cristina Kirchner haverá "absoluta estabilidade de todas as variáveis econômicas, continuidade do crescimento e uma economia que cresce de forma equilibrada em termos setoriais, com muita solvência fiscal, externa e com estabilidade do dólar".

Em 2007, a Argentina completará seu quinto ano de expansão anual superior a 8 por cento.

O ministro evitou comentar se permanecerá no cargo, mas assegurou que a economia continuará seu processo de expansão.

Analistas levantaram algumas dúvidas sobre as possibilidades de se manter o vigor dos últimos anos, diante das crescentes pressões inflacionárias, o aumento dos custos e a falta de investimentos.

Porém, entre a população, a economia foi uma das razões para o voto em Cristina Kirchner.

"Antes a pensão era de 200, 250 pesos. Agora está em 570, 580 pesos. Eu não posso dizer nada (de mau) sobre eles (o governo) porque aumentaram (o valor)", afirmou Blanca Carbajal, de 62 anos, que trabalha como secretária na Universidade de Buenos Aires.

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<p>Favela dividida por trilhos de trem e uma estrada na vizinhan&ccedil;a de Recoleta, no centro de Buenos Aires. Cristina Fern&aacute;ndez de Kirchner, eleita presidente da Argentina no domingo, vai manter a atual pol&iacute;tica econ&ocirc;mica para dar continuidade ao processo de melhora da situa&ccedil;&atilde;o social do pa&iacute;s, afirmou o ministro da Economia, Miguel Peirano. Photo by Ivan Alvarado</p>