October 29, 2007 / 10:27 AM / 10 years ago

RPT-Cunha e Cavalheiro saem do BC em "mudança rotineira"

4 Min, DE LEITURA

(Repete texto publicado no início da noite de sexta-feira)

Por Vanessa Stelzer e Guido Nejamkis

SÃO PAULO/BRASÍLIA, 29 de outubro (Reuters) - O Banco Central anunciou na sexta-feira a indicação de três novos nomes para sua diretoria, em uma mudança classificada como "rotineira" pelo presidente do banco, Henrique Meirelles.

"(As mudanças) são parte de um processo natural de rotação dos profissionais", disse a jornalistas Meirelles, na sede do BC.

Ele informou que a idéia é manter o número de oito diretores no Comitê de Política Monetária (Copom) e que o presidente terá o voto de minerva caso haja uma decisão dividida.

Maria Celina Berardinelli Arraes está sendo indicada por Meirelles para a Diretoria de Assuntos Internacionais, no lugar de Paulo Vieira da Cunha. Alvir Alberto Hoffmann é o nome escolhido para substituir Paulo Sérgio Cavalheiro na Diretoria de Fiscalização.

Anthero de Moraes Meirelles deverá assumir a Diretoria de Administração, que estava sendo ocupada por Antônio Gustavo Matos do Vale, que acumulava dois cargos. Vale segue agora apenas à frente da Diretoria de Liquidações e Desestatização.

Os indicados precisam ser aprovados pelo Senado.

O presidente do BC disse que Cavalheiro pretende ficar no cargo até a aprovação de seu substituto e que Cunha permanecerá até janeiro, por razões de ordem familiar.

FUNCIONÁRIOS DE CARREIRA

Meirelles ressaltou a "vasta experiência" dos diretores nomeados e que os três são funcionários de carreira do banco.

Segundo o BC, Maria Celina tem graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Além disso, é mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UNB).

Maria Celina trabalhou por 25 anos no BC, ocupando, entre outros cargos, o de secretária-executiva. Atuou também como assessora do diretor-executivo pelo Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Com graduação em Ciências Contábeis pela Universidade do Paraná, Hoffmann tem MBA em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e pós-graduação em Auditoria Interna e Externa pelo Instituto de Capacitação Tecnológica (Icat).

Ele é funcionário do BC desde 1978, ocupando cargos como o de consultor da Diretoria de Fiscalização entre 1999 e 2005. Trabalha atualmente no FMI, em Washington, como especialista no Setor Financeiro e Supervisão Bancária, da Divisão de Assuntos Sistêmicos e de Resolução de Crises Bancárias.

Graduado em Jornalismo e Matemática, Moraes Meirelles tem mestrado e doutorado em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Funcionário do BC desde 1994, já atuou em cargos como consultor da Diretoria de Administração e é gerente da Administração Regional do BC em Belo Horizonte.

"Os novos nomes não são conhecidos do mercado, mas dá para falar que não deve ter mudança nenhuma na política do BC, porque você tem caras de peso que continuam lá, como o (Mário) Mesquita (Política Econômica)", disse Roberto Padovani, economista-chefe do WestLB do Brasil.

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