ATUALIZA-SADIA tem prejuízo de R$777 mi no 3o tri; dívida sobe

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 20:49 BRST
 

(Texto atualizado com mais informações e declarações)

SÃO PAULO, 29 de outubro (Reuters) - A Sadia SDIA4.SA, uma das maiores empresas de alimentos do Brasil, registrou prejuízo de 777,3 milhões de reais no terceiro trimestre de 2008, ante um lucro de 188,3 milhões de reais no mesmo período de 2007, informou a empresa em comunicado nesta terça-feira.

A Sadia havia reconhecido em comunicado ao mercado no dia 25 de setembro perdas de aproximadamente 760 milhões de reais devido a operações com derivativos cambiais.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia atingiu 272,3 milhões de reais no terceiro trimestre, queda de 0,3 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

A empresa registrou forte crescimento no endividamento. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a dívida líquida subiu 230 por cento, para 4 bilhões de reais.

"A taxa média ponderada de juros nos empréstimos do circulante existentes em 30 de setembro de 2008 era de 9,44 por cento ao ano (6,06 por cento ao ano em 30 de junho de 2008)", informou a empresa no relatório do resultado trimestral, mostrando o aumento dos juros nos financiamentos.

"Em 30 de setembro a Sadia possuía uma disponibilidade de caixa de aproximadamente 2,3 bilhões de reais para fazer frente a potenciais chamadas de margem além de garantir o fluxo operacional de pagamentos. Este montante é suficiente para fazer jus a todos os compromissos da Sadia no curto e médio prazos", acrescentou o comunicado.

Apesar dos problemas com as operações com instrumentos de câmbio, a empresa informou ter registrado um bom trimestre no lado operacional. A receita bruta cresceu 28,3 por cento e o volume comercializado aumentou 16,2 por cento em relação ao mesmo período de 2007.

Sobre o cenário futuro, a companhia informou que "irá avaliar cuidadosamente os investimentos previstos para os próximos anos".

(Reportagem de Marcelo Teixeira; edição de Fabio Murakawa)