29 de Janeiro de 2008 / às 18:02 / 10 anos atrás

Siderurgia não teme EUA e vê 80 milhões de toneladas em 10 anos

BRASÍLIA, 29 de janeiro (Reuters) - O setor brasileiro de aço não teme a crise norte-americana, afirmou nesta terça-feira o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Rinaldo Campos Soares. Ao deixar encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele disse que a recomendação é “leme firme, selecionar risco e não lançar âncoras”.

A visão do setor --transmitida pelo dirigente do IBS, que também preside a Usiminas (USIM5.SA)-- é de que não haverá uma recessão abrupta, nem nos Estados Unidos, nem no resto do mundo.

“Poderemos ter uma ligeira queda de demanda em termos mundiais, mas com o PIB mundial que já chegou a 52 trilhões de dólares, com o comércio base de 15 trilhões de dólares e com os bancos centrais altamente capacitados, a crise será, sem dúvida, amenizada”, disse Campos Soares.

Empresários do setor siderúrgico visitaram o presidente Lula para falar da boa performance do setor em 2007, com aumento de quase 10 por cento na produção de aço no país, para pouco menos de 34 milhões de toneladas.

Os segmentos que mais cresceram, destacou Soares, foram automotivo, construção civil, linha branca e de bens de capital.

MERCADO INTERNO

A mensagem levada a Lula, contou o presidente do IBS, foi a de que a siderurgia está plenamente preparada para atender o crescimento futuro da economia brasileira.

“Nossa expectativa em 2008 é de que iremos atingir 37 milhões de toneladas (de produção)”, afirmou Soares. “O setor está se preparando com investimentos maciços. Em 10 anos, a siderurgia brasileira deve atingir 80 milhões de toneladas com investimentos de 57 bilhões de dólares.”

“Dessas 80 milhões de toneladas, 57,55 milhões de toneladas já são investimentos irreversíveis”, acrescentou Soares.

O presidente do IBS disse que até 2012 o setor terá um aumento de capacidade produtiva de 11 milhões de toneladas com investimentos da Cosipa, Usiminas (USIM5.SA), Arcelor Brasil e Açominas.

Nem o risco de fornecimento de energia parece assustar o setor siderúrgico. Soares afirmou que a questão preocupa, mas que a indústria está trabalhando na geração de energia.

Ele mencionou Companhia Siderúrgica Tubarão, do grupo Arcelor Brasil, com 100 por cento de energia própria, e citou ainda Usiminas, com 28 por cento e que a partir de abril/maio terá 53 por cento de geração própria.

(Texto de Mair Pena Neto, Edição de Cesar Bianconi)

mairpena.neto@reuters.com; 5521 22237137; Reuters Messaging: mairpena.neto.reuters.com@reuters.net

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