TIM põe fé que governo garantirá competição justa entre teles

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 20:51 BRST
 

Por Renata de Freitas

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da TIM Brasil, Mario Cesar Pereira de Araújo, disse nesta terça-feira estar confiante de que o governo assegurará condições isonômicas de competição no setor de telecomunicações mesmo com a fusão das operadoras Oi e Brasil Telecom .

Segundo o principal executivo da segunda maior operadora de telefonia móvel do país, o comando do grupo italiano de comunicações está "tranquilo" e conta que as autoridades brasileiras cumprirão a promessa de garantir condições seguras de investimento tanto para o capital nacional quanto para o estrangeiro.

"Vamos investir na terceira geração do celular (3G) acreditando que isso (parceria Oi-Brasil Telecom) seja mais um processo de concentração do setor, sem criar assimetrias competitivas", afirmou Mario Cesar a jornalistas.

Ele voltou a refutar que a Telefónica venha a assumir o controle da TIM, mas defendeu mudanças nas regras do setor, evitando confronto com os concorrentes justamente no dia em que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ter recebido notificação oficial dos planos de união da Oi e da Brasil Telecom.

"O avanço tecnológico exige também mudança de algumas regras para que se tenha mais eficiência e se obtenha retorno do que foi investido", declarou o presidente da TIM em entrevista para anunciar parceira com o Google que facilita o acesso dos clientes da operadora celular à versão móvel do site YouTube, de vídeos na Internet. As operadoras vêm integrando serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV paga.

Segundo Mario Cesar, a parceira do YouTube móvel --pelo qual será cobrado 1,50 real mais imposto por megabyte-- é o pontapé inicial de um ano em que a adoção da nova tecnologia 3G será aposta firme da empresa. O lançamento está previsto para o primeiro trimestre, no Rio de Janeiro e São Paulo, mas apenas quando a rede na frequência de 2.100 Mhz estiver amplamente instalada.

A estratégia da TIM, de acordo com o executivo, é aumentar a fatia de mercado mas não a qualquer custo. A operadora encerrou 2007 com 25,85 por cento dos mais de 120 milhões de usuários de celular do Brasil, seguida de perto pela Claro (24,99 por cento), controlada pela mexicana América Móvil.

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