Câmara dos EUA aprova plano econômico, que vai a Senado

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 19:32 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, com ampla maioria, o plano de estímulo econômico de 146 bilhões de dólares apoiado pelo presidente George W. Bush.

O pacote inclui restituição de impostos de até 600 dólares para indivíduos e 1.200 dólares para casais, com adicional de 300 dólares por filho. A legislação também traz medidas tributárias para incentivar o investimento das empresas em novos equipamentos.

A Câmara aprovou o projeto por 385 votos a 35.

O projeto vai agora para o Senado, onde o chairman do Comitê Financeiro, Max Baucus (democrata de Montana), defende um plano alternativo que daria uma restituição de 500 dólares para todas as pessoas qualificadas, 1.000 dólares para casais e 300 dólares por filho.

No discurso sobre o Estado da União, o presidente Bush, alertou o Senado para não mudar significativamente o plano de estímulo, que foi costurado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e pelo líder republicano da Câmara, John Boehner.

"A tentação será de acrescentar coisas ao projeto", disse Bush. "Isso atrasaria ou tiraria o plano dos trilhos, e nenhuma dessas opções é aceitável."

Os parlamentares esperam que a restituição de impostos e os incentivos às empresas alimentem os gastos dos consumidores e das empresas e ajudem a evitar uma possível recessão antes das eleições em novembro.

O plano da Câmara vai custar aproximadamente 146 bilhões de dólares neste ano e 15 bilhões de dólares no próximo, segundo as estimativas mais recentes do Comitê Misto Tributário.

O Comitê Financeiro do Senado deve analisar sua própria proposta na quarta-feira. O plano, com custo estimado de cerca de 156 bilhões de dólares, também ampliaria o auxílio-desemprego e daria incentivos tributários adicionais às empresas.

(Reportagem de Donna Smith)