UBS confirma prejuízo no 3o tri por empréstimos de risco

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 08:59 BRST
 

Por Andrew Hurst

ZURIQUE, 29 de outubro (Reuters) - O UBS UBSN.VX alertou que pode registrar mais baixas contábeis em seu portfólio de investimentos em renda fixa, mas informou, um dia antes de divulgar balanço trimestral, que o prejuízo do terceiro trimestre não será pior do que o já previsto.

O banco informou em 1o de outubro que deve ter um prejuízo antes de impostos de 600 milhões a 800 milhões de francos suíços (515,9 milhões a 687,9 milhões de dólares) depois de registrar baixas contábeis de 4 bilhões de francos com investimentos de renda fixa relacionados a investimentos em empréstimos de alto risco.

Bancos ao redor do mundo têm sofrido perdas por exposição a investimentos vinculados a hipotecas de alto risco nos Estados Unidos, empréstimos geralmente feitos a pessoas com histórico de crédito irregular.

O comunicado do UBS foi incomum, surgindo apenas um dia antes da divulgação formal do balanço do banco no terceiro trimestre.

Reagindo a informações publicadas em jornal de que maiores e pesadas baixas contábeis iriam provocar um prejuízo trimestral muito maior que o esperado, o UBS também informou que começou o quarto trimestre bem em todas as áreas, incluindo a unidade de banco de investimento.

Mas a instituição informou que não está assumindo que o quarto trimestre continuará tão bem quanto o início e alertou que pode enfrentar mais baixas contábeis em seu portfólio de renda fixa.

Investidores e analistas estavam esperando notícias ruins do UBS e de outras instituições financeiras depois que o banco norte-americano Merrill Lynch MER.N anunciou na semana passada baixa contábil de 8,4 bilhões de dólares.

As ações do UBS subiam 0,56 por cento nesta segunda-feira após a notícia de que o prejuízo no terceiro trimestre não será maior que o esperado, mas alguns analistas informaram que estão inclinados a interpretar o comunicado desta segunda-feira como um sinal claro de mais notícias negativas adiante.

"Eles não afastaram (os rumores de mais baixas contábeis), eles os confirmaram", disse um analista baseado em Londres e que pediu para não ser identificado.