Compradores do ABN iniciam cortes de 19 mil empregos

terça-feira, 30 de outubro de 2007 17:43 BRST
 

Por Olesya Dmitracova

LONDRES (Reuters) - Os três compradores do ABN Amro estão iniciando a tarefa de cortar cerca de 19 mil empregos, mais da metade deles na Holanda, enquanto tentam reter as "estrelas" da instituição, os profissionais que geram as maiores receitas.

Para o Royal Bank of Scotland --que liderou a comprado banco holandês por 71 bilhões de euros (102 bilhões de dólares), feita em conjunto com o Fortis e o Santander --, é grande a pressão para que repita o sucesso que teve quando comprou o rival de maior porte NatWest, sete anos atrás.

"A lição que você leva do NatWest é que as pessoas que estamos adquirindo fazem a maior diferença", disse o presidente-executivo do RBS, Fred Goodwin.

O RBS vai se dedicar especialmente a evitar a fuga da equipe do banco de investimentos do ABN, que tem relacionamentos que trazem importantes receitas para a instituição holandesa.

A oferta de lucrativos pacotes de incentivo a grandes nomes do ABN pode ser uma maneira óbvia para convencê-los a ficar, mas pode causar tensão com a equipe do Royal Bank of Scotland.

Entre os nomes do ABN que devem ser alvo de medidas de retenção está Tom Willett, que assessorou a operação de compra da Scottish Power; Jitesh Gadhia, que trabalhou na maior aquisição internacional feita por uma empresa indiana; e Fiona Clutterbuck, cujo relacionamento com Hugh Osmond tem ajudado o ABN a aconselhar a seguradora Pearl, incluindo a oferta pela rival Resolution .

RBS, Santander e Fortis afirmam que podem cortar 19 mil empregos no mundo. Combinados com o ABN, a força de trabalho chega a 400 mil pessoas. O ABN tem cerca de 100 mil funcionários, incluindo 23 mil na Holanda.

Quase metade dos cortes será na Holanda, onde o Fortis terá sobreposição de clientes com o ABN, depois de ter comprado as áreas de varejo e gestão de ativos e fortunas do banco holandês.   Continuação...