ATUALIZA-Indústria de carne do Brasil acusa UE de protecionismo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 13:27 BRST
 

(Texto atualizado com mais informações e declarações)

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 30 de janeiro (Reuters) - A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) classificou a decisão da União Européia de barrar as importações de carne bovina do Brasil de protecionista, argumentando que as novas regras do bloco europeu inviabilizam a definição das propriedades nacionais aptas a exportar, na medida em que reduzem muito o número de fazendas habilitadas.

"Paciência, o que nós vamos fazer? Não quer comprar, não compra... Eles (europeus) fizeram essa proposta como quem diz assim: 'vamos fazer uma proposta inviável e aí bloqueamos'", afirmou à Reuters o presidente da Abiec, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, por telefone.

"É uma medida puramente protecionista, não tem nada a ver com sanidade, nem com coisa nenhuma", acrescentou ele.

O comissário de Saúde da União Européia, Markos Kyprianou, afirmou nesta terça-feira que, pelo fato de o governo do Brasil ter enviado uma lista com um número maior do que o esperado de propriedades para serem autorizadas a exportar à UE, os técnicos da Comissão Européia levarão mais tempo para habilitar todas elas.

Segundo ele, até o momento nenhuma propriedade está autorizada, o que vai impedir as exportações a partir da quinta-feira, quando entram em vigor as novas regras.

O Ministério da Agricultura repassou à UE na terça-feira uma lista com cerca de 2.600 propriedades que estariam aptas a fornecer gado para a produção de carne a ser destinada aos europeus. Mas a UE esperava receber uma lista com apenas 300 propriedades aprovadas previamente [ID:nN30445510].   Continuação...