Novo presidente do ABN assumirá cargo após resultado do 3o tri

terça-feira, 30 de outubro de 2007 15:26 BRST
 

AMSTERDÃ, 30 de outubro (Reuters) - O banco holandês ABN AMRO AAH.AS vai divulgar o resultado do terceiro trimestre na quinta-feira, antes que um novo presidente-executivo comece a desmantelar o banco, comprado no início do mês por 70 bilhões de euros (101 bilhões de dólares).

Segundo analistas, os negócios do ABN se sustentaram no terceiro trimestre, mesmo durante a desaceleração final durante a concorrida disputa pelo banco entre Barclays (BARC.L: Cotações) e o consórcio formado por Royal Bank of Scotland (RBS.L: Cotações), Fortis FOR.BR e Santander (SAN.MC: Cotações), vencida por este último.

O ABN deve divulgar lucro líquido entre 1,09 e 1,35 bilhão de euros, ou 0,59 a 0,73 euro por ação, de acordo com duas projeções fornecidas à Reuters. Analistas reduziram ou encerraram a cobertura do banco.

O foco estará na saúde das unidades de varejo do banco na Holanda e de private banking, que serão assumidos pelo Fortis e devem ser os negócios mais complicados a serem integrados.

"Nós esperamos resultados satisfatórios das partes que o Fortis vai adquirir", disse Cor Kluis, analista do Rabobank, em relatório.

A integração de outras partes do ABN, como as operações italianas e brasileiras que irão para o Santander, e as operações de atacado, que serão assumidas pelo Royal Bank of Scotland, deve ocorrer de forma suave.

O ABN afirmou no mês passado que ainda esperava atingir a meta de 2007, de lucro por ação de 2,30 euros. O resultado saiàs 4h00 (horário de Brasília) de quinta-feira, seguido de uma reunião com acionistas às 8h00 (horário de Brasília).

Royal Bank of Scotland, Fortis e Santander já assumiram o ABN e em uma reunião extraordinária com acionistas que será realizada na quinta-feira após a divulgação dos resultados, será decidido se Mark Fisher, do Royal Bank of Scotland, será nomeado presidente-executivo do ABN substituindo Rijkman Groenink, que está se aposentando.

Fisher, 47, destacou-se como um dos arquitetos da bem-sucedida integração com o National Westminster e atualmente comanda as unidades de tecnologia da informação, serviços de suporte e compras no Royal Bank of Scotland. Seu currículo será útil para orquestrar a divisão do ABN e achar meios de cortar custos, segundo analistas.

A divisão dos negócios do ABN deve começar em 2008 e espera-se que leve três anos para ser concluída. Outra preocupação é a minuciosa avaliação dos órgãos regulatórios, que deve levar três anos.