Padrão de desmatamento no MT é nocivo à Amazônia, diz ministro

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 20:55 BRST
 

SINOP, Mato Grosso (Reuters) - Após sobrevoar áreas de Mato Grosso, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, avaliou nesta quarta-feira que o padrão de desmatamento verificado no Estado é nocivo à Floresta Amazônica.

O Mato Grosso tem 19 municípios no grupo de 36 que mais desmataram a Amazônia na segunda metade do ano passado, de acordo com levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

"A região tem um padrão de desmatamento que geralmente começa com a quebra da floresta, depois vem a pecuária, depois o plantio de soja", disse Cassel a jornalistas em Sinop.

"Isso é um padrão que tem se repetido e que tem sido danoso para o Estado", acrescentou ele, ao comentar o impacto da agropecuária sobre o bioma amazônico.

Cassel, os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, da Justiça, Tarso Genro, o interino da Defesa, coronel Enzo Peri Martins, e o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, sobrevoaram na quarta-feira, com um helicóptero do Exército, a área do município de Marcelândia (a 712 Km de Cuiabá) para conferir o desmatamento da floresta em 24 pontos citados no relatório do Inpe.

O município é o primeiro da lista dos 36 que estão proibidos desde a semana passada de ter autorização para desmatamento. A medida foi tomada pelo governo, por meio de decreto, após a divulgação do nível de desmatamento.

A ministra do Meio Ambiente, mesmo sob pressão de produtores rurais e agricultores mato-grossenses, afirmou que os dados do Inpe, questionados pelo governo estadual, "estão corretos para a fiscalização e prevenção do desmatamento".

(Reportagem de Jonas da Silva; Edição de Mair Pena Neto)