Bolsa de Xangai tem maior queda mensal desde 1994

sexta-feira, 30 de novembro de 2007 08:17 BRST
 

Por Claire Zhang e Lu Jianxin

XANGAI (Reuters) - O principal índice de ações da China caiu 2,63 por cento na sexta-feira, terminando novembro com desvalorização de 18 por cento. Foi a maior baixa mensal na bolsa desde julho de 1994.

O índice Shanghai Composite terminou o dia a 4.871 pontos, depois de ter subido 4,2 por cento na quinta-feira em um dia de recuperação técnica.

As ações da blue chip PetroChina ficaram entre as mais negociadas e cederam 4,63 por cento na última sessão de novembro, para 31,52 iuans, depois de terem atingido os 31,50 iuans durante o pregão, seu menor patamar desde que a empresa foi listada em Xangai em 5 de novembro.

"Um preço razoável para a ação da PetroChina seria entre 27 e 32 iuans", disse o analista sênior de ações da Shenyin and Wanguo Securities, Qin Qimin. "É preciso mais tempo para a PetroChina encontrar um piso de estabilidade."

Analistas disseram que qualquer futura recuperação na bolsa chinesa pode motivar realização de lucros, devido ao fraco sentimento no mercado.

Investidores têm sido desencorajados pelo aperto da política monetária no país, obstáculos impostos por autoridades para o ingresso de recursos no mercado acionário e excesso de novas ações na bolsa, além de alta valorização e maior cautela nas bolsas de valores internacionais.

Apesar disso, alguns analistas duvidam de mais quedas substanciais no mercado chinês.

"Após uma queda desse porte, eu realmente vejo potencial limitado para uma nova queda acentuada", opinou o analista sênior da Shanghai Securities, Zheng Weigang, acrescentando que o índice de Xangai pode encontrar suporte entre 4.500 e 4.700 pontos.

O indicador caiu drasticamente do recorde registrado durante os negócios em meados de outubro, de 6.124 pontos, mas ainda acumula valorização de 82 por cento em 2007.

De qualquer modo, o China Securities Journal publicou texto com especialistas afirmando que a bolsa de valores da China poderá recuperar sua tendência de alta em 2008, impulsionada pela previsão de expansão da economia de 10,8 por cento e de crescimento anual de mais de 30 por cento nos lucros corporativos.