30 de Maio de 2008 / às 19:48 / 9 anos atrás

ATUALIZA-BRASKEM faz sua maior e mais barata emissão de títulos

(Texto atualizado com comentários de executivo da Braskem)

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO, 30 de maio (Reuters) - A Braskem (BRKM5.SA) informou nesta sexta-feira a captação de 500 milhões de dólares com eurobônus que é, ao mesmo tempo, a maior emissão que a companhia já fez e a mais barata.

O momento do Brasil --um dia após o país conseguir o segundo grau de investimento por parte de uma grande agência de classificação-- e o cenário vivido pela própria Braskem foram os fatores que determinaram o sucesso da operação, afirmou à Reuters Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças e de relações com investidores.

A empresa planejava emitir entre 300 milhões e 400 milhões de dólares em títulos, "mas o mercado estava bastante receptivo" e a demanda alcançou 1,5 bilhão de dólares. Por isso, decidiu emitir o equivalente a 500 milhões de dólares.

Segundo Fadigas, a remuneração de 7,375 por cento ao ano é também a mais barata já conseguida. "Até então, a mais baixa remuneração que conseguimos tinha sido de 8 por cento", citou.

De acordo com o executivo, "o cenário no Brasil é muito favorável", com o nível de atividade econômica em alta, juros em média mais baixos que o histórico e a demanda aquecida por termopláticos.

Além disso, disse ele, "a própria Braskem não ficou parada" e hoje é uma empresa "maior, que gera mais caixa e tem base industrial ampliada", com a incorporação dos ativos da área petroquímica do grupo Ipiranga.

A empresa vai usar os recursos para quitar parte do empréstimo-ponte de 1,2 bilhão de dólares que obteve em abril do ano passado justamente para assumir os ativos da Ipiranga.

A outra parcela dos recursos será obtida com os próprios bancos que lhe concederam o empréstimo-ponte --Calyon, ABN Amro e Citibank--, com quem a Braskem discute as taxas e a estrutura neste momento.

Será uma transação em duas tranches, de cinco e sete anos, adiantou Fadigas. Os três bancos levarão a operação para ser sindicalizada no mercado. Sua expectativa é de que a operação esteja concluída em três meses.

FINANCIAMENTO PARA VENEZUELA

A Braskem também trabalha para montar o financiamento de seu projeto de polipropileno na Venezuela, que envolve 900 milhões de dólares, onde ela é sócia da estatal venezuelana de petroquímica, a Pequiven.

"Já fizemos um road show e conversamos com alguns candidatos, mas é um processo demorado", afirmou Fadigas. A companhia espera acertar o financiamento para esse projeto até dezembro deste ano.

Ediçao de Daniela Machado

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