RESUMO-Entenda a consolidação do setor petroquímico no Brasil

sexta-feira, 30 de novembro de 2007 17:26 BRST
 

 RIO DE JANEIRO, 30 de novembro (Reuters) - Petrobras,
Braskem e Unipar anunciaram na sexta-feira a conclusão de
negociações visando a consolidação do setor petroquímico
brasileiro.
 Duas grandes empresas, ambas com participação da Petrobras,
reunirão ativos petroquímicos de várias regiões do país,
fortalecendo a indústria e dando escala para competir no
mercado internacional.
 A Braskem receberá ações de empresas onde a Petrobras tem
participação e a sua controladora, Odebrecht, passa a deter
37,2 por cento da companhia, contra os 44,6 por cento atuais,
enquanto a Petrobras, que tinha 6,8 por cento, fica com 25 por
cento.
 A segunda empresa, ainda sem nome, será formada com os
ativos da Petrobras e da Unipar no Sudeste, e o capital será
dividido em 40 por cento para a estatal e 60 por cento para a
Unipar.


 Veja a seguir o que muda no setor:
PETROBRAS - Antes apenas investidora financeira, passa a ter
voz ativa nos conselhos de administração das duas empresas,
para as quais também fornece matéria-prima.

BRASKEM - Maior petroquímica da América Latina, controlada pela
Odebrecht, receberá da Petrobras as seguintes participações em
troca de ações próprias:
* Central Petroquímica do Sul (Copesul) - Responsável pela
venda de 35 por cento de eteno no Brasil;
* Petroquímica Paulínia - Empresa de polipropileno que entra em
operação em 2008;
* Ipiranga Química - Distribuidora de produtos químicos e
logística;
* Ipiranga Petroquímica - Responsável pela produção de cerca de
14 por cento das resinas no Brasil;
* Petroflex - Quarta maior produtora mundial de elastômero
sintético, exporta 30 por cento da produção;
* Cetrel - Empresa de Proteção Ambiental;
* Petroquímica Triunfo - Produtora de polietileno, responsável
por 3 por cento das resinas no Brasil.
NÚMEROS - A nova Braskem terá receita bruta de 11,4 bilhões de
dólares, receita líquida de 9,1 bilhões de dólares e Ebitda
(lucro antes de juros, taxas e amortizações) de 1,7 bilhão de
dólares.
PRODUTOS - 2,48 milhões de toneladas/ano de eteno; 1,13 milhão
de t/ano de propeno; 1,97 milhão de t/ano de polietileno; 1,04
milhão t/ano de polipropileno. Antes a Braskem produzia 1,28
milhão t/ano de eteno; 530 mil t/ano de propeno, 1,26 milhão de
t/ano de polietileno e 560 mil t/ano de polipropileno. 
 
SOCIEDADE PETROQUÍMICA DO SUDESTE - Integra ativos da Petrobras
e da Unipar em uma nova companhia. A nova empresa terá os
seguintes ativos:
* Petroquímica União (PQU) - Produz 500 mil toneladas de eteno
por ano; 250 mil toneladas de propeno e passa a produzir
etileno no quarto trimestre de 2008.
* Polietilenos - Produz 130 mil toneladas de polietilenos por
ano e tem plano de expansão para 330 mil toneladas por ano no
quarto trimestre de 2008.
* Unipar/Divisão Química - Produz 210 mil toneladas de cumeno
por ano, maior cliente de benzeno e único consumidor de propeno
grau químico da PQU.
* Riopol - Produz 540 mil toneladas por ano de polietilenos.
* Suzano Petroquímica - Produz 200 mil toneladas por ano de
polipropileno no Rio de Janeiro; 360 mil t/ano em São Paulo e
125 mil t/ano na Bahia.

NÚMEROS - Receita líquida de 6,1 bilhões de reais e Ebitda de
900 milhões de reais.
PRODUTOS - 500 mil toneladas de eteno por ano; 250 mil t/ano de
propeno; 210 mil t/ano de cumeno; 814 mil t/ano de polietileno;
e 685 mil toneladas/ano de polipropileno.


 (Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira)