Lula critica invejosos e diz que CPMF combate sonegação

sexta-feira, 30 de novembro de 2007 20:19 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta sexta-feira como "estupidez" a não-aprovação da prorrogação da CPMF e acusou os políticos contrários à contribuição de inveja e mesquinhez, dizendo também que há quem não goste do tributo porque ajuda a combater a sonegação.

"As pessoas sabem que a CPMF é extremamente importante para a estabilidade fiscal, para a estabilidade da economia deste país. Se fizerem estupidez, eu acho que o Brasil pagará um preço", disse Lula após visitar o arquiteto Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro. "Eu acho que não pode faltar um dia."

Para Lula, os partidos políticos não devem se comportar como reféns do Democratas, que vem liderando a campanha contra a prorrogação da CPMF.

"O que está acontecendo neste momento, no Congresso Nacional: você tem o PFL (antigo nome do DEM), que não tem perspectiva de poder... não podem os partidos políticos ficarem reféns do discurso de um partido como o PFL, que não tem nada a perder", disse o presidente.

"Se faltar o bom senso a alguns senadores, estou convencido de que quem vai ter o prejuízo não é nem o governador nem o presidente da República, é o povo."

Mais tarde, durante cerimônia no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o presidente voltou a bater nos opositores da CPMF.

"Toda vez que o país vai bem, aparecem pessoas para tentar destruir o bom momento que estamos vivendo... a última é tirar 40 bilhões de reais do Orçamento do país", afirmou Lula, sendo ainda mais duro na sequência. "Tem uma parte dos que são contra a CPMF por que a CPMF é um imposto mais justo para combater sonegadores no país."

"Acho que nós não temos o direito de permitir que a inveja, que a soberba e a mesquinhez de poucos possam prejudicar os milhões de homens e mulheres neste país que passaram séculos à procura de oportunidade."

Lula, porém, procurou mostrar otimismo com a votação no Senado. "Estou tranquilo com relação à aprovação da CPMF por uma questão de responsabilidade."

(Por Rodrigo Viga Gaier)