Tocha Olímpica passa pela China apesar de protestos

domingo, 30 de março de 2008 15:14 BRT
 

Por Karolos Grohmann

ATENAS (Reuters) - A Grécia passou no domingo a tocha Olímpica à China, sede dos Jogos de 2008, apesar das tentativas de manifestantes pró-Tibet de interromper a cerimônia.

Um pequeno grupo de ativistas tentou impedir que a tocha chegasse ao estádio de Atenas, onde as autoridades de Pequim esperavam, mas foram rapidamente contidos pela polícia grega.

Centenas de policiais se posicionaram na rota da tocha e uma carreata de veículos de segurança seguiu os portadores da tocha. Havia também helicópteros acompanhando a operação. Estas são as medidas de segurança mais rigorosas desde que o revezamento da tocha foi implementado, nos Jogos de Berlim, em 1936.

"Em 130 dias começam as Olimpíadas de Pequim. Nós e outras nações estamos ansiosos por este momento", disse o chefe da organização, Liu Qi, antes de receber a tocha. Os Jogos acontecerão de 8 a 24 de agosto.

Os manifestantes, que levavam bandeiras do Tibet e gritavam "Tibet livre" e "China fora do Tibet", não conseguiram romper o cordão da polícia e chegar ao portador da tocha antes dela chegar ao estádio, disse uma testemunha da Reuters.

A polícia deteve 21 gregos e estrangeiros pelos protestos, mas disse que eles seriam liberados depois. Vários outros foram afastados com cordões da polícia.

Ativistas em defesa dos direitos humanos interromperam na segunda-feira a cerimônia em que a tocha foi acesa. Eles seguravam cartazes com mensagens que condenavam os direitos da China. O evento foi televisionado mundialmente.

"Vejam todos esses policiais e toda essa segurança", disse Yiorgas Konstandopoulos, clérigo que assistia à cerimônia no estádio onde aconteceram as primeiras Olimpíadas modernas, em 1896. "É culpa do Comitê Olímpico Internacional, por ter permitido que os Jogos acontecessem na China".

A tocha chegará a Pequim na segunda-feira. Ela voltará à Ásia no meio de abril, depois de uma viagem ao redor do mundo, e então começa uma jornada pela China no começo de maio.

REUTERS MR DL