March 30, 2008 / 6:42 PM / 9 years ago

Petrobras vê danos à sua imagem com acusações no Equador

3 Min, DE LEITURA

QUITO (Reuters) - A petrolífera brasileira Petrobras chamou a atenção no domingo para um dano à sua imagem por parte das autoridades equatorianas, que denunciaram supostas irregularidades na operação de um bloco amazônico no momento em que a empresa renegocia seu contrato com o país.

A Procuradoria do Equador pediu para finalizar o convênio da Petrobras, que opera o bloco 18, do qual extrai aproximadamente 35 mil barris diários de petróleo, acusando-a de transferir 40 por cento de suas operações à japonesa Teikoku, sem aval oficial.

O procurador Xavier Garaicoa acusou a Petrobras de "surpreender" as autoridades equatorianas, ao apresentar documentos "falsos" para justificar a transferência de seus ativos, o que considera um ato "ilegal".

"É necessário apontar que as acusações feitas são injustificadas, gerando, tanto em âmbito nacional quanto internacional, um grave dano à reputação e à imagem da companhia", disse a Petrobras em comunicado.

O procurador, que atua como advogado do Estado, também acusou a petrolífera de explorar irregularmente uma jazida, em disputa com a estatal Petroecuador.

A empresa negou a acusação, dizendo que a transferência foi autorizada pelo Ministério de Energia e Minas (agora de Minas e Petróleo), baseado nos documentos favoráveis emitidos por entidades equatorianas envolvidas no processo --a Procuradoria está incluída no grupo.

"A demora arbitrária na incorporação da Teikoku Oil Ecuador a estes acordos vai contra o princípio da segurança jurídica de nossos investimentos no Equador, sem contar o prejuízo econômico sofrido", acrescentou.

Segundo a Petrobras, a autorização não aconteceu porque falta a assinatura dos contratos por parte da Petroecuador.

As acusações da Procuradoria podem abrir caminho para que a petrolífera estatal Petroecuador --que atua como mediadora nas relações contratuais das petrolíferas estrangeiras-- peça o fim do contrato da Petrobras, o que poderia terminar em uma transferência de seus ativos ao Estado.

Porém, a última palavra é do ministro do Petróleo, Galo Chiriboga.

A Petrobras faz parte do grupo de empresas estrangeiras que renegocia seus contratos com o governo para elevar os créditos estatais no negócio. O presidente Rafael Correa disse no sábado que a renegociação dos contratos "está quase feita" e com bons resultados para ambas as partes.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

Reuters Mr Dl

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