30 de Maio de 2008 / às 21:13 / 9 anos atrás

BOVESPA-Meta fiscal ajuda e índice fecha maio com alta de 7%

(Texto atualizado com mais informações e fechamento oficial)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 30 de maio (Reuters) - A recuperação de ações de bancos e de empresas ligadas a commodities, unida à reação positiva do mercado ao anúncio de aumento do superávit primário do Brasil, garantiram alta da Bolsa de Valores de São Paulo nesta sexta-feira.

Com avanço de 1,11 por cento, o Ibovespa .BVSP atingiu 72.592 pontos, fechando maio com valorização de 7 por cento. O giro financeiro na bolsa foi de 8,8 bilhões de reais.

Ainda repercutindo a segunda elevação da nota soberana do Brasil para a faixa de grau de investimento, anunciada na quinta-feira pela Fitch, a Bovespa custou a firmar tendência na primeira parte da sessão.

"O efeito de uma notícia como essa é sempre positivo, mas ainda não ficou claro quanto disso já tinha sido antecipado pelo mercado", disse Ronaldo Zanin, sócio da Advisor Asset Management, lembrando que o Ibovespa caíra 1,85 por cento na quinta-feira com o investidor realizando lucros após a confirmação da Fitch, já esperada.

"Agora, o investidor está mais preocupado com a semana que vem", continuou Zanin, referindo-se à reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que pode ratificar a expectativa do mercado e elevar a Selic pela segunda vez seguida para tentar conter a inflação.

Neste sentido, o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de aumento do superávit primário em 0,5 por cento do PIB para constituir o fundo soberano do país foi recebido com aprovação pelo mercado.

A partir de então, o índice firmou alta, movimento reforçado pelas ações de empresas ligadas a commodities, cujas cotações se recuperaram. Puxando esse bloco, as ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica GOAU4.SA subiram 3,6 por cento, para 112,99 reais.

Outro setor em destaque foi o financeiro, sob liderança dos papéis ordinários do Banco do Brasil (BBAS3.SA), que avançaram 4,9 por cento, a 32,54 reais.

Mas o grande destaque do dia foi Eletrobrás, cujas ações ordinárias ELET3.SA dispararam 14,75 por cento, para 29,49 reais, após a publicação de notícias de que o governo federal, que controla a elétrica, está em vias de equacionar uma dívida de 8,5 bilhões de reais da companhia.

A alta só não foi maior devido ao fraco desempenho das ações da preferenciais da Petrobras (PETR4.SA), que caíram 0,7 por cento, a 49,0 reais, mesmo com os preços do petróleo em alta e no dia seguinte ao anúncio de que a companhia descobriu uma nova reserva de óleo leve na Bacia de Santos.

O destaque negativo do dia foram as ações preferenciais da Cesp (CESP6.SA), que desabaram 5,5 por cento, a 30,80 reais, em meio a temores de que o governo paulista, acionista controlador, desista dos planos de desestatizar a empresa.

Edição de Daniela Machado

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