April 30, 2008 / 11:57 AM / 9 years ago

GOL sofre outro prejuízo com peso da Varig

5 Min, DE LEITURA

Por Todd Benson

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol anunciou nesta quarta-feira seu segundo prejuízo trimestral consecutivo pressionada por problemas com a unidade Varig e custos maiores com combustíveis que minimizaram tráfego maior de passageiros.

A companhia teve um prejuízo de 74,1 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 91,58 milhões de reais obtido em igual período de 2007. No quarto trimestre, a empresa sofreu prejuízo líquido de 29,54 milhões de reais, de acordo com normas brasileiras (BR Gaap).

Em termos contábeis norte-americanos (US Gaap), a Gol teve prejuízo de 3,5 milhões de reais de janeiro a março contra lucro de 116,6 milhões de reais um ano antes.

A Gol, segunda maior companhia aérea do país atrás da TAM, também reduziu previsão de frota para este ano de 112 para 108 aeronaves. A companhia planeja devolver aviões mais antigos e gradualmente substituir esses aparelhos por mais jatos da família 737 NG da Boeing, que são mais eficientes em consumo de combustível.

A última linha dos resultados da Gol tem sido atingida desde que a companhia comprou no ano passado a Varig, que estava à beira do colapso. A companhia atualmente está tentando recuperar a Varig para reduzir a estrutura de custo da unidade para os mesmos patamares da Gol.

Excluída a Varig, que cancelou três rotas internacionais em março e tem planos de abandonar mais duas por causa da alta dos combustíveis, a Gol informou que obteria lucro líquido de 200,1 milhões de reais no primeiro trimestre, segundo normas US Gaap.

A Gol planeja encerrar aos poucos as rotas remanescentes da Varig para Europa e México nos próximos meses e se concentrar no Brasil e América do Sul, onde acredita que a Varig está melhor posicionada para ter lucro com o crescente mercado de aviação da região.

"Nossa estratégia é reforçar nossas operações na América do Sul. Isso significa tomar medidas para padronizar nossa frota e aproveitar isso com vôos onde temos vantagem competitiva em termos de custos", informou o presidente-executivo da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, em teleconferência.

NO AGUARDO DE APROVAÇÃO

Executivos da Gol disseram que esperam que a empresa receba aprovação regulatória para a compra da Varig no segundo trimestre deste ano, o que permitirá à companhia fundir as duas operações sob um mesmo guarda-chuva e explorar sinergias.

"Acreditamos agora que a Varig está no caminho para ser uma contribuidora positiva ... até o final de julho", disse o vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark.

A receita líquida da companhia disparou 54,3 por cento no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, para 1,6 bilhão de reais. O resultado foi apoiado em uma alta significativa no volume de passageiros, de 21,8 por cento, para 6,4 milhões de pessoas.

Os custos operacionais saltaram 77,7 por cento no trimestre para 1,63 bilhão de reais, incentivado por aumento de 83,8 por cento nos gastos com combustível e também por despesas duas vezes maiores com prestação de serviços. A frota da empresa foi ampliada em 44 aeronaves no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

E os custos com combustíveis devem continuar avançando, colocando pressão sobre a Gol e outras companhias aéreas para aumento de tarifas. Nesta quarta-feira, a Petrobras informou que vai aumentar os preços do querosene de aviação em 6,6 por cento a partir de 1o de maio.

As ações da Gol avançaram 1,50 por cento, para 26,34 reais, no pregão desta quarta-feira.

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