GOL sofre outro prejuízo com peso da Varig

quarta-feira, 30 de abril de 2008 17:12 BRT
 

Por Todd Benson

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol anunciou nesta quarta-feira seu segundo prejuízo trimestral consecutivo pressionada por problemas com a unidade Varig e custos maiores com combustíveis que minimizaram tráfego maior de passageiros.

A companhia teve um prejuízo de 74,1 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 91,58 milhões de reais obtido em igual período de 2007. No quarto trimestre, a empresa sofreu prejuízo líquido de 29,54 milhões de reais, de acordo com normas brasileiras (BR Gaap).

Em termos contábeis norte-americanos (US Gaap), a Gol teve prejuízo de 3,5 milhões de reais de janeiro a março contra lucro de 116,6 milhões de reais um ano antes.

A Gol, segunda maior companhia aérea do país atrás da TAM, também reduziu previsão de frota para este ano de 112 para 108 aeronaves. A companhia planeja devolver aviões mais antigos e gradualmente substituir esses aparelhos por mais jatos da família 737 NG da Boeing, que são mais eficientes em consumo de combustível.

A última linha dos resultados da Gol tem sido atingida desde que a companhia comprou no ano passado a Varig, que estava à beira do colapso. A companhia atualmente está tentando recuperar a Varig para reduzir a estrutura de custo da unidade para os mesmos patamares da Gol.

Excluída a Varig, que cancelou três rotas internacionais em março e tem planos de abandonar mais duas por causa da alta dos combustíveis, a Gol informou que obteria lucro líquido de 200,1 milhões de reais no primeiro trimestre, segundo normas US Gaap.

A Gol planeja encerrar aos poucos as rotas remanescentes da Varig para Europa e México nos próximos meses e se concentrar no Brasil e América do Sul, onde acredita que a Varig está melhor posicionada para ter lucro com o crescente mercado de aviação da região.

"Nossa estratégia é reforçar nossas operações na América do Sul. Isso significa tomar medidas para padronizar nossa frota e aproveitar isso com vôos onde temos vantagem competitiva em termos de custos", informou o presidente-executivo da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, em teleconferência.   Continuação...