30 de Setembro de 2008 / às 13:54 / em 9 anos

Para Dilma, sistema financeiro "invejável" impede crise no país

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE, 30 de setembro (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acredita que um sistema financeiro "invejável" e regras rígidas de regulação bancária estariam impedindo que a crise da economia norte-americana chegue ao Brasil.

A ministra avaliou como graves as turbulências nos Estados Unidos e garantiu que o governo brasileiro vai acompanhar de "forma precisa" os movimentos do crédito.

"O Brasil tem um sistema financeiro robusto que não foi contaminado porque não estava participando do cassino. Também temos regras de regulação bancária muito mais rígidas que a dos bancos americanos e hoje temos, de fato, um sistema financeiro invejável. Não é só o Brasil, são todos os países emergentes que estão fora desta crise", disse a ministra a jornalistas.

Dilma esteve na segunda-feira em Porto Alegre para participar do comício de encerramento da campanha da petista Maria do Rosário à prefeitura da capital gaúcha.

A ministra fez questão de afirmar que o país nunca esteve "tão forte" e que as condições da economia brasileira são completamente diferentes das enfrentadas em crises anteriores. Como exemplo, apontou o volume de reservas que estariam em torno de 207 bilhões de dólares.

Ela também reforçou o discurso do governo de que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não devem ser afetadas pela conjuntura econômica internacional, argumentando que investimentos em saneamento e habitação usariam recursos vindos de bancos públicos como a Caixa Econômica Federal.

"O PAC não vai sofrer nenhuma redução, não terá nenhum problema com esta crise. Dos grandes investimentos, uma parte já está contratada", disse a ministra.

ABRAÇO PARTICULAR

Dilma foi tratada como principal cabo eleitoral no comício de apoio à Maria do Rosário. Entre lideranças locais como os ministros Tarso Genro (Justiça), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e o ex-governador Olívio Dutra, foi escolhida para ser a última a falar. Disse estar trazendo um "abraço particular" do presidente Lula, saudação que teria sido encomendada pelo próprio presidente em telefonema recebido pouco antes do ato político.

O apoio de Lula tem provocado uma disputa entre Maria do Rosário e a adversária Manuela dÁvila, do PCdoB. As duas travam uma briga acirrada para garantir a vaga no segundo turno e concorrer com o atual prefeito e favorito à reeleição José Fogaça (PMDB). O direito de exibir com exclusividade a imagem do presidente na propaganda eleitoral foi garantido na Justiça pela candidata petista.

Dilma lembrou dos investimentos feitos em Porto Alegre ao dizer que é o governo federal que está "mandando dinheiro" e reforçou a vantagem de haver um prefeito alinhado com Lula.

"O presidente Lula não acha que é correto o clientelismo. Ele não olha o prefeito ou o governador. O compromisso do presidente é com o povo, mas isso significa que qualquer prefeito serve? Não. Nós precisamos de um prefeito que nos ajude a transformar e que participe desta transformação."

Edição de Alexandre Caverni

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