Greve de funcionários acaba nos principais aeroportos

quarta-feira, 30 de julho de 2008 11:58 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Após cerca de dez horas de paralisação, os aeroportuários decidiram na manhã desta quarta-feira encerrar a greve nos principais aeroportos do país e aceitar proposta da Infraero, informou o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina).

A categoria, que iniciou o movimento à 0h desta quarta-feira, pedia aumento salarial de 6 por cento, uma série de benefícios adicionais e uma nova administração na Infraero, empresa estatal responsável pelos aeroportos no país.

A contraproposta da Infraero, inclui reajuste salarial de 5,3 por cento, aumento do vale alimentação e mudanças no plano de carreira a serem implementadas a partir de abril.

Doze dos 67 aeroportos administrados pela estatal aderiram à greve e oito deles -- Congonhas, Guarulhos e Campo de Marte (São Paulo), Tom Jobim (Rio de Janeiro), Confins (Belo Horizonte), Campinas, Vitória (ES), Londrina (PR) -- já decidiram pelo fim da greve.

Mais cedo, o sindicato havia informado que os aeroportos de Goiânia e Porto Alegre haviam decidido pelo fim da paralisação. Mais tarde, no entanto, a assessoria de imprensa corrigiu a informação e retirou as duas cidades da lista.

Ainda faltam as assembléias dos aeroportos da capital gaúcha e de Manaus, Fortaleza e no Santos Dumont (Rio). Goiânia não realizou assembléia, de acordo com o sindicato.

A paralisação não chegou a causar transtornos aos passageiros. Os funcionários dos outros 55 aeroportos administrados pela Infraero não aderiram à paralisação.

"Os funcionários ficaram satisfeitos com a proposta da Infraero e a continuidade da greve não se justificava", disse o presidente da subsede do sindicato no Rio de Janeiro, Ademir Lima de Oliveira, após a assembléia que pôs fim ao movimento no aeroporto Tom Jobim.

O anúncio da greve gerou temores de repetição de cenas registradas nos dois últimos anos nos aeroportos brasileiros, quando dois acidentes aéreos --com o vôo 1907, da Gol, no Mato Grosso; e com o vôo 3054, da TAM, em Congonhas-- aliados a um motim dos controladores de tráfego aéreo, provocaram enormes filas e tumultos nos saguões dos aeroportos.

(Reportagem de Eduardo Simões, em São Paulo, e Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)