September 30, 2008 / 2:06 PM / in 9 years

ATUALIZA2-Superávit primário sobe a R$10 bi em agosto

3 Min, DE LEITURA

(Texto atualizado com mais dados e comentários do BC)

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA, 30 de setembro (Reuters) - O superávit primário do setor público subiu para 10,184 bilhões de reais em agosto, refletindo o aumento das receitas, informou o Banco Central nesta terça-feira.

O saldo positivo, que indica a diferença entre receitas e despesas do governo excluindo juros, foi superior ao de 8,091 bilhões de reais registrado em igual período de 2007.

Em 12 meses encerrados em agosto, a economia feita pelo país para o pagamento de juros foi equivalente a 4,42 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ante 4,39 por cento do PIB em 12 meses até julho.

O governo tem como meta para o ano superávit primário de 4,3 por cento do PIB.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, os resultados tornam "sem dúvida factível" o cumprimento da meta fiscal.

A dívida líquida total do setor público ficou em 40,5 por cento do PIB no mês passado, frente a 40,8 por cento em julho.

Altamir Lopes destacou a importância de o país demonstrar solidez fiscal num momento de crise financeira internacional. "Esses indicadores fiscais mostram que a dívida do país, que não é pequena, é solvente, ela é pagável, você tem condições de honrar esses compromissos", disse.

ALTA DO DÓLAR AJUDA DÍVIDA

Os vencimentos de juros no mês passado totalizaram 12,527 bilhões de dólares, uma redução em relação aos 18,777 bilhões de reais de julho.

O BC atribuiu a retração ao menor número de dias úteis e à depreciação do real. Isso ocorre porque os ativos do governo atrelados ao dólar são atualmente maiores que os passivos na moeda estrangeira.

"Hoje, a economia brasileira do ponto de vista fiscal não se encontra mais exposta a essas flutuações bruscas na taxa de câmbio", afirmou Lopes.

O BC projeta que a relação dívida/PIB caia para 38,9 por cento no final de setembro caso a cotação do dólar se mantenha em torno de 1,90 real. Para o final do ano, levando em conta os parâmetros do mercado para PIB, câmbio e Selic, a projeção é de que a dívida fique em 40,8 por cento do PIB.

No acumulado do ano, o volume de juros cresceu 0,13 ponto percentual do PIB frente a 2007, para 119,3 bilhões de reais, o equivalente a 6,36 por cento do PIB.

Edição de Renato Andrade e Daniela Machado

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