Fecombustíveis vê impacto zero na bomba;consumo deve ser mantido

quarta-feira, 30 de abril de 2008 20:12 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 30 de abril (Reuters) - O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, afirmou que o ajuste da gasolina e do diesel terá pouco impacto para o consumidor, devido à diminuição da taxação sobre os combustíveis, e por isso o consumo não será reduzido.

Segundo as contas da entidade, a gasolina efetivamente não deverá subir no varejo, mas o diesel terá aumento.

"A gente esperava um aumento menor, por causa das preocupações com inflação e por ser ano de eleições, mas podemos dizer que foi positivo porque se as distribuidoras não acrescentarem nenhum aumento, o ajuste para o consumidor será zero no caso da gasolina", afirmou Miranda.

Ele explicou que antes do aumento o preço da gasolina vendida nas refinarias pela Petrobras antes de impostos era de 1,008 real por litro. Com o reajuste de 10 por cento, o preço iria para 1,10 real o litro.

"Como reduziu a Cide em 10 centavos, anulou o aumento", explicou.

No caso do diesel, como a incidência da Cide é menor (de apenas 7 centavos, indo agora para 3 centavos), o aumento na bomba vai ocorrer e será de aproximadamente 8 por cento.

"Não haverá alteração no consumo do país", disse Miranda, lembrando que o consumo de combustíveis tem acompanhado de perto o crescimento do Produto Interno Bruto.

A Petrobras (PETR4.SA: Cotações) anunciou nesta quarta-feira que aumentou o preço da gasolina e do diesel, congelados desde 2005, ao mesmo tempo em que o governo reduziu a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), um colchão criado no governo Fernando Henrique Cardoso para equilibrar no mercado interno as oscilações do petróleo no mercado internacional.

A taxa também teria o objetivo de levantar recursos para investimentos nas rodovias.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira)