30 de Outubro de 2007 / às 13:57 / 10 anos atrás

"Por favor, não nos culpem pelo petróleo a US$ 93", diz Opep

Por Alex Lawler e Peg Mackey

LONDRES, 30 de outubro (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) é impotente quanto a vários dos fatores responsáveis pela alta do petróleo e está preocupada com os recentes recordes de preço, que ameaçam a economia mundial e o crescimento futuro da demanda, disseram ministros da entidade nesta terça-feira.

"Por favor, não nos culpem pelo petróleo a 93 dólares", disse a repórteres na saída de uma conferência internacional o ministro do Petróleo do Qatar, Abdullah al-Attiyah. "O mercado está fora de controle."

O presidente da Opep, Mohammed bin Dhaen al-Hamli, reiterou que a organização sempre vai interferir para enfrentar uma escassez de oferta, mas disse que a alta de 34 por cento do petróleo desde meados de agosto ocorreu por fatores especulativos e por tensões na política internacional.

"O mercado está cada vez mais orientado por forças além do controle da Opep, por eventos geopolíticos e pela influência crescente dos investidores financeiros", disse Hamli, que também é ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos. "Claro que estamos preocupados com a alta do petróleo."

"Faremos o que for possível, principalmente em reação a mudanças fundamentais na demanda."

Os ministros do Petróleo da Opep vão se encontrar informalmente na reunião de chefes de Estado da organização, em Riad, na metade de novembro.

Os ministros descartaram qualquer decisão política nesse encontro --a Opep já definiu o acréscimo de 500 mil barris por dia na produção a partir de 1o de novembro. Hamli repetiu o discurso que um aumento da produção não está na pauta para Riad.

O próximo encontro formal da Opep é em 5 de dezembro, em Abu Dhabi.

"Estamos monitorando a situação de perto. Vamos revisar a situação na ocasião", disse Hamli sobre a reunião de dezembro. "Temos que nos manter alertas. Se o mercado precisar de mais petróleo, vamos fornecê-lo."

Os 10 membros da Opep sujeitos a eventuais restrições de produção --todos, menos Iraque e Angola-- planejam embarcar 27,253 milhões de barris de petróleo no mercado global de 86 milhões de barris por dia a partir de 1o de novembro.

Se a produção de Iraque e Angola for somada, a Opep será responsável por aproximadamente 31 milhões de barris de petróleo por dia.

Mas as nações consumidores, incluindo os Estados Unidos, estão pedindo mais. "A alta do petróleo e a manutenção dele nesse nível pode afetar a economia, especialmente os países em desenvolvimento que não produzem petróleo", disse Nobuo Tanaka, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, que presta consultoria a nações industrializadas.

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