Rivais de Olmert brigam para liderar Israel

quinta-feira, 31 de julho de 2008 07:22 BRT
 

Por Adam Entous e Joseph Nasr

JERUSALÉM (Reuters) - Os rivais do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disputavam a liderança do país nesta quinta-feira, após o premiê decidir renunciar. No entanto, assessores afirmam que ele pode permanecer no cargo tempo o bastante para fechar um acordo para a formação de um Estado palestino.

Abalado por escândalos de corrupção, Olmert jogou a política israelense em turbulência na quarta-feira ao anunciar que deixará o cargo após 17 de setembro, quando seu partido, o centrista Kadima, deve escolher um novo líder.

Mas isso pode fazer com que seu sucessor leve meses para conseguir formar uma nova coalizão, deixando Olmert no papel de primeiro-ministro interino, possivelmente até o ano que vem, caso novas eleições, defendidas pela oposição de direita, sejam convocadas.

Uma autoridade próxima a Olmert, que falou na condição de anonimato, disse que o premiê pretende chegar a um acordo com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, "antes de sair", seja no seu papel atual ou como interino.

Analistas, no entanto, duvidam que Olmert terá a musculatura política necessária para fechar compromissos, sejam eles relativos a negociações finais com os palestinos, ou nas atuais conversas com a Síria mediadas pela Turquia.

Quatro ministros do Kadima, incluindo a responsável pela pasta do Exterior, Tzipi Livni, e o comandante da área de Transportes, Shaul Mofaz, lançaram campanhas para substituir o premiê na votação de 17 de setembro.

As pesquisas dentro do Kadima mostram Livni, chefe das negociações com os palestinos, liderando na preferência dos integrantes da legenda.

(Reportagem adicional de Allyn Fisher-Ilan)

 
<p>Olmert diz que vai renunciar ap&oacute;s escolha de sucessor. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, discursa em cerim&ocirc;nia de formatura em Jerusal&eacute;m. Olmert disse que vai renunciar depois que seu partido, o Kadima, escolher um novo l&iacute;der no dia 17 de setembro, nas elei&ccedil;&otilde;es internas. 29 de julho. Photo by Baz Ratner</p>