Restrição na oferta de gás não afeta operações da VALE--diretor

quarta-feira, 31 de outubro de 2007 13:37 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os problemas de fornecimento de gás natural causados pela redução do abastecimento pela Petrobras (PETR4.SA: Cotações) não afetaram as operações da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações), que tem planos de entrar nesse segmento justamente para garantir o seu consumo, informou nesta quarta-feira o diretor financeiro da Vale, Fabio Barbosa.

"Nós estamos entrando nessa área para buscar uma presença mais significativa para o auto-consumo", disse Barbosa a jornalistas antes de palestra na Câmara Britânica de Comércio, no Rio de Janeiro.

Questionado se a instabilidade de fornecimento poderia alterar os planos da mineradora para a construção de térmicas a gás próximas às unidades da Vale pelo país, Barbosa explicou que "sempre há possibilidade do carvão para as térmicas localizadas perto dos portos".

Ele lembrou que a Vale tem investimentos pesados em carvão, na Austrália e na África, e que dentro de alguns anos estará produzindo de 25 a 30 milhões de toneladas por ano.

"Desse total, pelo menos 10 por cento é de carvão térmico, não vamos jogar fora, vamos vender ou usar para consumo próprio", completou ele.

A Vale é uma das empresas qualificadas para participar da nova rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás da ANP (Agência Nacional de Petróleo), que será realizada no final de novembro.

Às vésperas da negociação do preço do minério de ferro para 2008, Barbosa não quis estimar um possível patamar de aumento. Segundo ele, as conversas com os clientes serão iniciadas no mês que vem.

"A expectativa é de uma negociação que conduza a um entendimento satisfatório para as partes envolvidas", disse Barbosa, lembrando que a empresa tem investido pesado nos últimos anos em expansão para corresponder à expectativa dos clientes.

"(...) temos condições de atender (os clientes) e o mercado continua forte".