ONS diz ser normal ativação de térmicas e descarta falta de água

quarta-feira, 31 de outubro de 2007 18:36 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema (ONS) informou nesta quarta-feira que não há escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas e que o acionamento das usinas térmicas nesta época do ano é "normal e corriqueiro".

Na terça-feira, a Petrobras reduziu os volumes de gás enviados para distribuidoras no Rio de Janeiro e em São Paulo, informando que um dos motivos seria a necessidade de cumprimento de termo de compromisso fechado com a Aneel para acionar termelétricas movidas a gás.

O ONS, órgão responsável pela operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), informou que os reservatórios estão "acima do nível de segurança" e que a opção de requisitar o despacho de térmicas é de razão econômica.

Segundo a entidade, nesta época do ano a geração de eletricidade nas hidrelétricas fica mais cara do que a geração nas térmicas a gás, devido à menor quantidade de água nos reservatórios, e por isso o despacho das térmicas é requisitado.

A Petrobras informou que cortou do fornecimento às distribuidoras Ceg, Ceg-Rio e Comgás apenas o volume que excedia o estipulado nos contratos.

"As distribuidoras foram alertadas há duas semanas pela área técnica da companhia sobre a redução dos volumes entregues, diante da necessidade de despacho das térmicas", informou a estatal.

Segundo a assessoria do ONS, a utilização das térmicas ocorrerá por mais algumas semanas, até que as chuvas típicas desta época do ano elevem o nível dos reservatórios e propiciem uma redução no custo de geração nas hidrelétricas.

No Rio, a Petrobras foi obrigada por uma liminar da Justiça a retomar os volumes anteriores aos cortes no fornecimento à Ceg.

Em São Paulo, a Comgás informou que está negociando com grandes consumidores empresariais a substituição do gás por óleo combustível, acrescentando que a Petrobras se dispôs a arcar com os custos da diferença de preço para mais no caso do óleo.

(Por Marcelo Teixeira)