Mercados caem na Ásia e encerram pior trimestre em 5 anos

segunda-feira, 31 de março de 2008 07:58 BRT
 

Por Rafael Nam

HONG KONG (Reuters) - Os mercados asiáticos começaram a semana em queda, consolidando seu pior desempenho trimestral em cinco anos, como conseqüência de persistentes temores acerca da crise de crédito e o impacto de um enfraquecimento na demanda do consumo nos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras da região.

Às 07h50 (horário de Brasília) o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão tinha queda de 1,06 por cento, aos 454 pontos, próximo ao fim dos negócios. O índice acumula uma perda de 13 por cento este ano, a pior performance trimestral desde setembro de 2002.

"A questão do mercado de débito precisa ser resolvida antes de obtermos mais claridade sobre os mercado de ações e o mercado financeiro em geral", afirmou Greg Goodsell, estrategista de ações no ABN AMRO, na Austrália.

"Suspeito de que haja mais perdas a serem contabilizadas por aí", acrescentou.

Os mercados asiáticos tiveram um início de ano difícil em meio às perspectivas de uma recessão nos Estados Unidos juntamente com pressões inflacionárias e uma piora na crise de crédito, que já levaram a bilhões de dólares em baixas contábeis no setor financeiro.

As perdas do índice contrastam com os ganhos na casa dos dois dígitos obtidos nos últimos cinco anos.

Mercados que dispararam em 2007 estavam entre os mais vulneráveis este ano, com a bolsa de Xangai perdendo cerca de 30 por cento em 2008.

A bolsa de Tóquio fechou em queda de 2,3 por cento, enquanto Xangai recuou 1,8 por cento devido a temores na semana passada de uma não realização das medidas favoráveis ao mercado que o governo anunciaria.

Em Hong Kong o índice Hang Seng perdeu 1,9 por cento. Na Coréia do Sul e Austrália os principais índices fecharam em leve alta.

 
<p>Os mercados asi&aacute;ticos come&ccedil;aram a semana em queda, consolidando seu pior desempenho trimestral em cinco anos, como conseq&uuml;&ecirc;ncia de persistentes temores acerca da crise de cr&eacute;dito e o impacto de um enfraquecimento na demanda do consumo nos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras da regi&atilde;o. Photo by Stringer Shanghai</p>