Lucro da TAM cai 63,5% no 4o tri com frota maior

segunda-feira, 31 de março de 2008 09:18 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea TAM anunciou nesta segunda-feira que encerrou o quarto trimestre de 2007 com queda de 63,5 por cento no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior, impactada por aumento de custos gerados pela incorporação de 20 aeronaves à frota da empresa ao longo do ano passado.

A companhia fechou os últimos três meses de 2007 com lucro líquido de 49,8 milhões de reais ante resultado positivo de 136,2 milhões de reais um ano antes.

Para todo 2007, a companhia teve lucro líquido de 128,8 milhões de reais, queda de 78,9 por cento na comparação com os 611,8 milhões de reais registrados em 2006.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e arrendamento de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) nos últimos três meses de 2007 somou 352,88 milhões de reais ante 437,31 milhões de reais no quarto trimestre de 2006. A margem no período passou de 22,5 por cento para 15,4 por cento.

Para 2008, a companhia prevê que a demanda no mercado doméstico cresça de oito a 12 por cento, enquanto a taxa de ocupação de suas aeronaves deve ficar em cerca de 70 por cento, mesmo nível de 2007. A TAM também espera obter uma redução de sete por cento nos custos, sem considerar combustível.

A TAM terminou 2007 com participação no mercado doméstico de 48,9 por cento, 1,1 ponto percentual abaixo da meta da empresa. As horas voadas por aeronave por dia somaram 12,6, também abaixo do objetivo de acima de 13 horas diárias, influenciadas por "restrições operacionais" no aeroporto de Congonhas (São Paulo).

A companhia transportou no ano passado 27,85 milhões de passageiros, alta de 11,3 por cento sobre os 25,02 milhões de 2006.

Com isso, a empresa finalizou 2007 com receita operacional líquida de 8,151 bilhões de reais, avanço de 11 por cento sobre 2006. O destaque ficou no aumento de faturamento com cargas, 59,7 por cento, e com vôos internacionais, 38,5 por cento.

Os custos, por sua vez, também cresceram. Despesas com combustível subiram 21,5 por cento, com pessoal 46,8 por cento e com serviços prestados, 28,5 por cento.   Continuação...