SUMMIT-VIVO quer manter margem em 2008,mesmo com alta nos gastos

segunda-feira, 31 de março de 2008 11:54 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO, 31 de março (Reuters) - Em um ano em que vai elevar os investimentos em cerca de três vezes sobre 2007, além de ver a competição ampliada com a entrada da Oi TNLP4.SA em São Paulo e de lidar com a perspectiva de que o cliente possa mudar de operadora e mantenha o número da linha -- graças à portabilidade -- a Vivo VIVO4.SA não pretende ter uma redução nas margens operacionais.

Segundo Roberto Lima, presidente da Vivo, que participou nesta segunda-feira do Reuters Latin America Investiment Summit, "o mercado tem apresentado atividade comercial mais forte do que a gente esperava", mas, para ele, "essa é uma questão que terá de ser administrada".

O executivo afirmou que a redução no endividamento, promovida desde 2006, assim como o controle constante de custos vão permitir que a companhia mantenha os patamares de rentabilidade obtidos em 2007.

A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) da Vivo no ano passado subiu 1,4 ponto percentual sobre o ano anterior, para 25,1 por cento das receitas.

O conselho de administração da companhia provou, na semana passada, planos de investimento de 6,06 bilhões de reais para 2008, dos quais 3,36 bilhões de reais na Vivo e 2,7 bilhões em outras empresas do grupo, como a Telemig Celular TMCP4.SA, em fase de incorporação. No ano passado, a Vivo investiu 1,9 bilhão de reais.

(Reportagem adicional de Renata de Freitas e Elisabete Tavares, em Lisboa. Edição de Alberto Alerigi Jr.)