Consumo de energia elétrica no Brasil desacelera em março

segunda-feira, 31 de março de 2008 15:56 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 31 de março (Reuters) - A carga de energia elétrica despachada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em março subiu 0,7 por cento contra fevereiro, mas ficou estável em relação há um ano, segundo dados preliminares do ONS divulgados nesta segunda-feira.

Apesar de ainda positivo, o resultado evidencia um recuo nos altos índices de consumo verificados nos meses anteriores, e que chegaram a preocupar setores da economia que temiam um novo racionamento. Em fevereiro, a carga despachada havia aumentado 3,5 por cento comparada há um ano.

"Os indicadores de desempenho, principalmente do setor industrial, continuam apresentando nível de produção elevado, impulsionado principalmente pelo aquecimento da demanda interna, com destaque para o aumento do consumo das famílias", avaliaram técnicos do ONS em um comunicado.

Com dois dias úteis a menos do que em março do ano passado, o consumo do terceiro mês do ano também foi influenciado por temperaturas amenas e chuvas provocadas por diversas frentes frias ao longo do mês, principalmente nos subsistemas Sul e Sudeste-Centro-Oeste.

Com isso, a carga de energia no subsistema Sudeste-Centro-Oeste caiu 1,3 por cento contra março de 2007, apesar de ter crescido 2,1 por cento em relação a fevereiro.

A região Sul apresentou estabilidade em relação há um ano e queda de 2,6 por cento contra fevereiro, comportamento também explicado por temperaturas mais amenas e frentes frias ao longo do mês.

Já a região Nordeste teve alta de consumo de carga de 3,3 por cento em março, comparado há um ano, apesar de queda de 1,4 por cento contra o mês anterior. O impulso no ano foi dado pelo aumento da produção industrial voltada para o consumo interno, explicou o ONS.

A região Norte teve o maior crescimento anual, de 5 por cento, e também variação positiva contra o mês de fevereiro, de 0,7 por cento. O ONS explicou que a região comporta consumidores eletrointensivos, que têm grande parte da produção voltada para o mercado externo.

No acumulado dos últimos 12 meses, a carga de energia no Brasil apresentou aumento de 4,6 por cento comparada a igual período anterior.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Camila Moreira)