Mortos em onda de violência na África do Sul sobem para 62

sábado, 31 de maio de 2008 11:47 BRT
 

JOHANESBURGO (Reuters) - Uma onda de ataques contra estrangeiros na África do Sul matou 62 pessoas desde o início dos atentados há três semanas, informou a polícia no sábado.

A violência, que já diminuiu, teve como alvo recém-chegados à África do Sul e também aqueles que já vivem no país há décadas. Dezenas de milhares tiveram que se refugiar em abrigos espalhados pelo país.

"Isso aumentou o número anterior de mortos de 56. Um total de 670 ficaram feridos", disse a porta-voz da polícia Sally de Beer, à agência SAPA. Alguns morreram no hospital por causa dos ferimentos.

Cinquenta e dois dos mortos viviam na província Gauteng, centro da economia sul-africana, onde os ataques começaram em 11 de maio, antes de se espalharem para KwaZulu-Natal e Western Cape.

De Beer informou que nenhum ataque grande foi reportado recentemente na onda de violência contra zimbabuanos e moçambicanos.

Competição por casas e emprego e aumento nos custos de combustível e alimentos estão por trás das revoltas. O desemprego na África do Sul é de cerca de 24 por cento.

Pelo menos 50 mil moçambicanos e zimbabuanos deixaram a África do Sul como resultado da violência.

Zimbabuanos, cujo país vive um colapso econômico, formam o maior grupo de imigrantes na África do Sul, representando 60 por cento dos 5 milhões de migrantes que vivem no país que tem cerca de 50 milhões de habitantes.

Agências humanitárias e autoridades da Organização das Nações Unidas afirmam que estão chocadas com as condições dos abrigos, onde milhares de migrantes vivem agora. Muitos dormem do lado de fora sob temperaturas que caem para perto de zero durante a noite.

(Por Phumza Macanda)