PANORAMA2-BC endurece tom, mas mercado ainda não vê alta do juro

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 18:39 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 31 de janeiro (Reuters) - O risco de inflação fora da meta deixou o Banco Central com o dedo no gatilho, mas as projeções de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) sinalizaram nesta quinta-feira que o mercado ainda não vislumbra uma alta da taxa básica na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.

O DI abril de 2008, que traz as perspectivas para o encontro do começo de março, terminou o dia com leve baixa, a 11,16 por cento. Segundo um operador de uma corretora paulista, ainda é cedo para que o mercado crave uma aposta. A taxa básica Selic atualmente está em 11,25 por cento ao ano e a próxima reunião do Copom ocorre só no início de março.

A ata de último encontro do Copom mostrou que o aquecimento da demanda pode fazer o BC elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos e meio. A crise externa, segundo o documento, pode ter um impacto ambíguo sobre esse cenário caso haja um agravamento da situação econômica nos Estados Unidos.

Lá, os mercados exibiram instabilidade nesta quinta-feira, um dia após o segundo corte dos juros em oito dias pelo Federal Reserve.

Os principais índices de Nova York abriram em queda, preocupados com a alta mais intensa que o esperado no número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

Mas notícias positivas sobre seguradoras de bônus deram sustentação às ações do setor financeiro e ajudaram as bolsas a recuperar terreno. Pouco antes do fechamento, os três principais índices operavam com altas próximas a 2 por cento.

A Bovespa chegou a cair 4 por cento no começo do dia, acompanhando o mau humor