Justiça uruguaia convoca 80 militares da ditadura para depor

sábado, 31 de maio de 2008 14:14 BRT
 

MONTEVIDÉU, 31 de maio (Reuters) - Um total de 80 militares aposentados deverão testemunhar à Justiça uruguaia contra o ex-presidente Gregorio Alvarez, acusado do desaparecimento de pessoas durante a ditadura (1973-1085), divulgaram jornais locais neste sábado.

Alvarez, 82, está preso desde 2007 devido a essas acusações.

Segundo o jornal Últimas Notícias, deverão se apresentar à Justiça 70 pessoas que integravam o Comando do Estado Maior do Exército à época do comando de Alvarez. Secretários e funcionários próximos ao ditador farão o mesmo.

A partir de 18 de junho, também prestarão depoimento dez comandantes que, em 2006, assinaram uma carta em que assumem, junto com Alvarez, a responsabilidade pelo que aconteceu durante a ditadura.

Cerca de 200 uruguaios desapareceram durante o governo militar, a maioria deles sequestrados na Argentina, em operações conjuntas realizadas pelas forças de segurança dos governos militares na região da época.

No Uruguai, há uma lei de anistia para policiais e militares acusados de crimes durante o período, mas mais de dez foram presos recentemente, quando o governo excluiu os casos de desaparecimentos da regra, alegango que os sequestros ocorreram fora do país.

(Reportagem de Conrado Hornos)