31 de Julho de 2008 / às 14:29 / em 9 anos

ATUALIZA-Petroleiros da FUP suspendem greve; Campos avalia

(Texto atualizado com mais informações e declarações de sindicalista)

RIO DE JANEIRO, 31 de julho (Reuters) - A Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que representa a grande totalidade dos trabalhadores da Petrobras (PETR4.SA), informou que suspendeu o indicativo de greve para o próximo dia 5, após ter recebido uma proposta melhorada sobre a participação nos lucros da companhia.

No entanto, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que representa trabalhadores na principal bacia de produção, Campos, informou à Reuters que o indicativo de greve continua para os empregados da Petrobras da região, que aguardam uma nova proposta da empresa sobre o chamado dia do desembarque.

A proposta aceita pela FUP, federação que reúne 12 sindicatos, eleva a participação nos lucros e resultados (PLR) dos atuais 12,87 por cento para 15,2 por cento, levando em consideração também abonos oferecidos pela estatal.

Com isso, a Petrobras fará um provisionamento de 77 milhões de reais para o pagamento dos trabalhadores em agosto, informou a FUP em seu site.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, José Maria Rangel, A Petrobras irá conceder junto com a PLR um abono de 40 por cento sobre o salário. A negociação, que se arrastou por quatro dias, conseguiu também reduzir a diferença entre o menor e o maior valor pago de PLR.

Apesar de apoiar a decisão da FUP de aceitar a contraproposta da Petrobras, Rangel informou que o indicativo de greve para o dia 5 continua valendo para os trabalhadores da bacia de Campos, produtora de 80 por cento do petróleo nacional.

“Se a Petrobras não apresentar proposta para o dia do desembarque vamos parar de novo”, disse Rangel.

No dia 14 de julho, o sindicato que atua na maior região petrolífera do país reduziu em 136 mil barris a produção diária da estatal por uma reivindicação que se arrasta há mais de dez anos, a de que o dia do desembarque do funcionário da plataforma seja considerado como de trabalho, e não de folga, como é hoje.

Os petroleiros da estatal ficam 21 dias em casa e 14 na plataforma e querem mudar a relação para 20/15, para efeito de pagamento salarial.

Segundo Rangel, a mobilização do dia 14 reduziu também em 63 por cento a produção de gás natural da região, informação não confirmada pela Petrobras. Um plano de contingência da estatal foi acionado e a produção foi normalizada no mesmo dia.

De acordo com Rangel, o sindicato vai aguardar até sexta-feira uma nova proposta da empresa, mas não há reunião marcada.

Em nota, a Petrobras informou que continuará negociando com os petroleiros de Campos sobre o dia do desembarque.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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