Campos reforça ataque de Marina a Aécio e dispara contra Dilma

terça-feira, 13 de maio de 2014 13:30 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, reforçou nesta terça-feira os ataques da ex-ministra Marina Silva ao presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), e disparou contra o governo da presidente Dilma Rousseff.

"Não é uma mudança na campanha, é uma análise em função da realidade. Nas três últimas eleições, houve segundo turno entre PT e PSDB e o PT saiu vitorioso em todos os confrontos", afirmou Eduardo Campos a jornalistas após participar de evento em São Paulo.

Futura companheira de chapa de Campos na eleição, a ex-senadora Marina Silva disse que o PSDB de Aécio "tem cheiro da derrota no segundo turno", em recente entrevista à Folha de S.Paulo.

A declaração gerou resposta do tucano, que afirmou ter "se especializado em derrotar" o PT nas últimas eleições tanto para o governo de Minas Gerais quanto para o Senado Federal.

A troca de farpas foi vista como o fim do clima amistoso vivido entre as pré-campanhas do PSDB e PSB. Os dois partidos promoveram um pacto de não-agressão velado para focar os ataques ao governo Dilma.

Apesar de ter defendido a postura de sua parceira, Campos citou o nome de Marina apenas pontualmente no discurso de pouco mais de 20 minutos para lembrar que ele busca renovar a forma de se fazer política em Brasília.

Nesse sentido, Campos voltou a dizer que pretende ganhar o apoio do bloco do PMDB histórico e crítico ao governo Dilma, encabeçado pelos senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS). Ambos manifestaram intenção de apoiá-lo.

"Vou conversar com o Jarbas. As pessoas do PMDB mais histórico, incluindo pessoas mais novas, com posição crítica ao governo estão conversando sobre a possibilidade desse conjunto tomar uma posição comum e não fazer gestos isolados. Algo coordenado", disse Campos a jornalistas.

Além desse grupo do PMDB, que é minoritário e tem mantido firme posição contra Dilma, a presidente vive uma relação turbulenta com o partido, que cobra mais espaço na pré-campanha e no governo para manter o apoio formal à candidatura petista.   Continuação...