Marine Le Pen perto de formar coalizão formal de eurocéticos no Parlamento da UE

quarta-feira, 28 de maio de 2014 16:49 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - Grande vencedora da eleição parlamentar europeia na França, a Frente Nacional de Marine Le Pen fechou um acordo com quatro outros partidos eurocéticos nesta quarta-feira, e prometeu que tentarão bloquear qualquer integração mais profunda da União Europeia.

Após a vitória retumbante na votação de domingo, o partido francês anti-imigração se juntou ao holandês Partido da Liberdade, de Geert Wilders, à Liga Norte italiana, ao Partido da Liberdade da Áustria e ao belga Vlaams Belang (Interesse Flamenco).

Com isso, o grupo precisa só de mais dois partidos para o número necessário para uma coalizão formal no Parlamento, mas Le Pen, confiante, descartou quaisquer dúvidas de que seja capaz de encontrar mais dois aliados. As conversas estão em andamento, disse.

Atacando uma “Europa totalitária, tecnocrática", ela declarou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas que “não estamos nada preocupados com a existência de nosso novo grupo”. Manifestantes do lado de fora protestavam contra seu partido enquanto ela falava.

“Tentaremos bloquear todos os novos avanços da União Europeia com nossos votos, tentaremos bloquear todas as medidas voltadas a uma maior integração federalista, que ocorre para detrimento de nosso povo”, afirmou, flanqueada por representantes das outras quatro legendas.

O pleito do final de semana viu um aumento no apoio a partidos eurocéticos na direita e na esquerda, já que os eleitores expressaram seu descontentamento com o desemprego crescente e economias estagnadas.

(Por Julia Fioretti)

 
(esquerda/direita) Matteo Salvini, membro do partido italiano Liga Norte; Harald Vilimsky, do Partido da Liberdade da Áustria; Marine Le Pen, da Frente Nacional da França; Geert Wilders, líder do Partido para a Liberdade da Holanda; e Gerolf Annemans, do partido belga Vlaams Belang, posam para foto durante entrevista coletiva conjunta no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica, nesta quarta-feira. 28/05/2014 REUTERS/François Lenoir