CENÁRIOS-Ensino a distância no Brasil pode dobrar em 5 anos;investe em polos e cursos

terça-feira, 3 de junho de 2014 10:43 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DEIRO (Reuters) - (Corrige no 9º parágrafo o cargo de Sólon Caldas para diretor-executivo da ABMES, e não presidente)

Com a perspectiva de dobrar o número de alunos em cinco anos, o ensino a distância no Brasil aparece como alternativa que oferece flexibilidade aos estudantes e margens maiores para as companhias de educação, que investem em novos polos e cursos, como educação física e engenharia.

Cerca de 25 por cento das matrículas do ensino superior são nesta modalidade atualmente e a expectativa é que esta fatia possa alcançar 40 a 45 por cento nos próximos anos, de acordo com as estimativas do diretor-executivo de operações de ensino a distância (EAD) da Estácio Participações ESTC3.SA, Pedro Graça.

A modalidade ganhou força com a popularização da banda larga no país, e agora uma nova geração de jovens nascidos em um ambiente cem por cento digital abre novas perspectivas.

Enquanto isso, o preço da mensalidade, que chega a ser até quatro vezes mais barato do que um curso presencial, aliada ao crescimento da classe C e aos 15 milhões de adultos entre 25 e 30 anos que ainda não possuem curso superior no Brasil são os principais pilares para a expansão do EAD no país.

"A tendência é o número de alunos dobrar nos próximos cinco anos", disse à Reuters o diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), Carlos Longo.

Os dados do Censo da Educação Superior divulgado em setembro do ano passado mostraram que o EAD no Brasil encerrou 2012 com 1,2 milhão de alunos matriculados, ante um total de 7 milhões do sistema total.   Continuação...