Itália diz ter resgatado no mar mais de 2.500 imigrantes desde quinta-feira

sexta-feira, 6 de junho de 2014 12:37 BRT
 

Por Steve Scherer

ROMA (Reuters) - A Itália resgatou mais de 2.500 homens, mulheres e crianças de barcos superlotados no mar Mediterrâneo ao sul da Sicília desde o início de quinta-feira, informou a Marinha, já que o tempo bom favoreceu as partidas da África do Norte.

A Marinha italiana e navios da guarda costeira que monitoram as águas ao largo das costas da Líbia e da Tunísia foram ao auxílio de 17 barcos diferentes ao longo deste período, informou a Marinha nesta sexta-feira, acrescentando que os trabalhos de resgate continuam.

Um navio, o San Giorgio, resgatou 998 imigrantes, incluindo 214 mulheres e 157 crianças de cinco embarcações diferentes, disse a Marinha em um comunicado.

"A melhora das condições meteorológicas e do mar têm favorecido as partidas", disse a Guarda Costeira em um comunicado separado.

Embora as autoridades não tenham dado detalhes sobre as nacionalidades dos imigrantes, muitos são sírios em fuga da guerra civil e eritreus tentando escapar do recrutamento militar.

A Itália organizou a maior missão de busca e salvamento da Europa - chamada de Mare Nostrum ou "Nosso Mar" - quase oito meses depois que 366 imigrantes que fugiam de países africanos se afogaram quando um barco virou próximo à Sicília.

A missão de patrulhar as águas entre a Itália e a África para evitar novas tragédias inclui um avião de controle remoto (drone), vários helicópteros e aeronaves, dezenas de embarcações da guarda costeira e cinco navios da Marinha.

O número de imigrantes chegando de barco à Itália neste ano já superou mais de 40.000 durante todo o ano de 2013. O ritmo de chegadas está a caminho de ultrapassar o recorde de 62.000, em 2011, durante as revoltas da Primavera Árabe.   Continuação...

 
Migrante com seu bebê ao desembarcar de um navio da Marinha italiana no porto de Augusta, na Siscília. A Itália resgatou mais de 2.500 homens, mulheres e crianças de barcos superlotados no mar Mediterrâneo ao sul da Sicília desde o início de quinta-feira. 1/06/2014. REUTERS/Antonio Parrinello