Marina Silva defende mudanças, mas reconhece conquistas do passado

sábado, 28 de junho de 2014 12:32 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata a vice-presidente da República pelo PSB, Marina Silva, afirmou neste sábado que o país precisa de mudanças, inclusive no seu sistema político, mas reconheceu avanços de governos anteriores durante convenção do partido que oficializou sua chapa encabeçada por Eduardo Campos.

“O termo de referência que nos está sendo dado agora é o termo de referência da mudança, da mudança com qualidade", disse Marina, que foi ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, mas que destacou também em seu discurso as conquistas macroeconômicas do Plano Real.

“Ter a ousadia de enfrentar os novos desafios sem deixar de considerar os ganhos que a duras penas conquistamos para a estabilidade econômica que reduziu a inflação, estabilizou a nossa moeda e deu para o país um senso de responsabilidade fiscal”, afirmou a ex-senadora.

Marina filiou-se ao PSB em outubro do ano passado, após a Justiça Eleitoral negar o pedido de criação de seu partido, o Rede Sustentabilidade, com o qual concorreria à Presidência da República. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constatou que não havia o mínimo necessário de assinaturas para a criação do partido.

Ao discursar no evento, Marina afirmou que aqueles que tentaram “nos eliminar prematuramente nos deram também a oportunidade de nos juntar para vencer”.

O PSB acolheu Marina e aliados, na expectativa de que seus aproximados 20 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais possam impulsionar a campanha de Campos.

Ao pedir que seja realizada uma “campanha limpa”, Marina minimizou informações de que haveria uma crise entre ela e integrantes do Rede e lideranças do PSB.

Marina disse ainda que sua aliança com Campos defende um “modelo sustentável de desenvolvimento que seja sustentável em todas as dimensões”, citando ainda a necessidade de investimento em inovação para aumentar a produtividade do setor agrícola brasileiro sem que isso resulte em mais desmatamento.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Nestor Rabello)