PSB oficializa candidatura e Campos promete tirar economia do "atoleiro"

sábado, 28 de junho de 2014 15:06 BRT
 

Por Maria Carolina Marcello e Nestor Rabello

BRASÍLIA (Reuters) - O PSB lançou formalmente a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, com Marina Silva compondo a chapa, apostando na crítica à velha política e na imagem de via “alternativa” para captar o desejo de mudança mostrado por pesquisas.

Ao som de um jingle que pede “coragem para mudar o Brasil”, a chapa aposta no desgaste da polarização PT X PSDB para apresentar o discurso da renovação.

“Os que se revezam no poder no Brasil ao longo desses 20 anos pensam e tentam convencer o povo que agora vão fazer diferente. Mas todos nós sabemos que eles já perderam a energia renovadora pois se entregaram aos encantos, se deixaram dominar pelo cerco das velhas elites, das práticas mofadas, antigas, ultrapassadas, que já não servem”, disse Campos, correspondido pela militância.

“Um, dois, três, quatro, cinco mil, Eduardo e Marina para a mudança do Brasil”, gritavam partidários na convenção, que contou inclusive a presença de representantes do Partido Comunista Chinês e do Partido Socialista da Argentina, segundo organizadores.

Tanto Campos quanto Marina foram ministros de gestões do PT na Presidência. Isso não impediu, no entanto, que fizessem críticas ao atual governo. O cabeça da chapa centrou o fogo no desempenho da economia, prometendo unir o país para recuperar o crescimento.

“Só um Brasil unido poderá enfrentar o atoleiro que se meteu a nossa economia que infelizmente consegue combinar baixo crescimento, inflação cronicamente alta, juros no espaço. Não dá mais para continuar na indústria em queda, nas contas públicas fragilizadas, no país em uma situação que nós não merecemos depois de tanto esforço”, afirmou.

O candidato também dirigiu duras críticas a práticas como a corrupção, patrimonialismo e o fisiologismo, prometendo uma reforma tributária logo no primeiro ano de um eventual governo e um novo pacto federativo para consertar a “quebradeira” nas contas dos municípios que, segundo ele, foi provocada pela presidente Dilma Rousseff.

A reforma tributária era uma bandeira de Dilma durante sua campanha em 2010, mas terminou por ser executada em pequenas porções, focadas principalmente em programas desonerações tributárias para incentivar setores da economia.   Continuação...