Tite é favorito de torcedores para assumir seleção brasileira, diz Datafolha

quarta-feira, 16 de julho de 2014 21:41 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ex-técnico do Corinthians Tite é o favorito dos torcedores para assumir o comando da seleção brasileira no lugar de Luiz Felipe Scolari, que deixou a equipe após o amargo 4º lugar na Copa do Mundo em casa, informou pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira.

Tite, de 53 anos e atualmente sem clube, comandou o Corinthians entre 2010 e 2013 e levou o time paulista aos títulos da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012.

De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada pelo Jornal Nacional da TV Globo, o técnico é o preferido de 24 por cento dos torcedores.

O ex-jogador da seleção Zico apareceu em 2º lugar no levantamento, com 19 por cento, enquanto Muricy Ramalho, treinador do São Paulo, ficou em 3º, com 14 por cento.

Na sequência apareceram os nomes de Carlos Alberto Parreira e Vanderlei Luxemburgo (ambos com 6%), Mano Menezes (5%), Cuca e Marcelo Oliveira (ambos com 2%).

A pesquisa, realizada entre 15 e 16 de julho, foi feita com base em uma lista de oito nomes de treinadores brasileiros. Foram entrevistadas 5.377 pessoas em 233 municípios, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, vai conceder entrevista coletiva na quinta-feira na sede da entidade, no Rio de Janeiro, em que pode anunciar o nome do novo treinador da seleção.

Felipão deixou a equipe após a decepcionante campanha na Copa do Mundo, em que o Brasil chegou como favorito, mas se despediu com duas derrotas: 7 x 1 para a Alemanha na semifinal e 3 x 0 para a Holanda na disputa do 3º lugar.

O técnico, que levou o Brasil ao pentacampeonato mundial em 2002, estava à frente da seleção desde o fim de 2012, quando substituiu Mano Menezes. Foram 29 jogos na segunda passagem de Felipão pela seleção, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas.

(Reportagem de Pedro Fonseca)

 
O então técnico do Corinthians Tite concede entrevista coletiva em Yokohama, ao sul de Tóquio, no Japão, em dezembro de 2012. 15/12/2012 REUTERS/Toru Hanai