Conflito leva companhias aéreas dos EUA e da UE a suspender voos para Israel

terça-feira, 22 de julho de 2014 16:21 BRT
 

Por Karen Jacobs

(Reuters) - As companhias aéreas norte-americanas Delta Air Lines, American Airlines e United Airlines afirmaram nesta terça-feira que suspenderam seus voos para Israel de acordo com recomendações da agência de aviação dos Estados Unidos para garantir a segurança dos passageiros num momento em que o conflito na região se intensifica.

A decisão dos EUA foi rapidamente seguida por companhias europeias, incluindo a alemã Lufthansa, a francesa Air France e a holandesa KLM. A Air Berlin, segunda maior empresa aérea da Alemanha, disse ter interrompido seus voos até quarta-feira, citando a situação em terra em Tel-Aviv.

A Norwegian Air, terceira maior companhia de baixo custo da Europa, também suspendeu voos para Tel-Aviv até novo aviso, disse uma porta-voz da empresa à agência de notícias norueguesa NTB.

A Scandinavian Airlines anunciou a suspensão de um voo que partiria de Copenhague no fim do dia, e outro de Estocolmo, programado para quarta-feira. A companhia decidirá na manhã de quarta-feira se cancelará mais voos, disse uma porta-voz à NTB.

A Swiss International Air Lines cancelou todos os seus voos para Tel-Aviv e está monitorando a situação, de acordo com uma porta-voz.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) disse ter alertado as empresas norte-americanas que estavam proibidas de voar para o Aeroporto Internacional Ben-Gurion, de Tel-Aviv, por até 24 horas.

Em um comunicado, a FAA disse que seu alerta, que se aplica apenas a companhias aéreas norte-americanas, foi emitido em resposta a um ataque de foguete que caiu a cerca de 1,5 quilômetro do aeroporto israelense nesta terça-feira.

"A FAA notificou imediatamente as companhias aéreas dos EUA quando a agência soube do ataque com foguete", disse a agência em um comunicado, acrescentando que mais recomendações serão dadas em breve.   Continuação...

 
Ataque israelense contra a Faixa de Gaza nesta terça-feira. 22/07/2014 REUTERS/Baz Ratner