Obama diz que tensões com Rússia não levarão a nova Guerra Fria

terça-feira, 29 de julho de 2014 20:52 BRT
 

Por Steve Holland e Anna Yukhananov

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou as sanções norte-americanas contra a Rússia nesta terça-feira por seu apoio aos rebeldes no leste da Ucrânia, mas rejeitou sugestões de que a crescente frieza nas relações russo-americanas significava o início de uma nova Guerra Fria.

Os EUA e a União Europeia, em uma ação cuidadosamente coordenada, anunciaram novas sanções específicas contra os setores bancário, de energia e de defesa da Rússia.

Trata-se da resposta mais séria do Ocidente até agora contra o que considera incitação russa e apoio contínuo ao levante separatista no leste da Ucrânia e a derrubada de um avião de passageiros da Malásia em 17 de julho, na mesma região.

Obama, falando na Casa Branca, disse que as sanções terão "um maior impacto sobre a economia russa do que temos visto até agora", em um esforço para forçar Moscou a parar de apoiar os separatistas.

Até agora, a Europa tinha evitado impor medidas mais duras contra a Rússia por medo de retaliação. Obama disse que as novas sanções eram um sinal da "diminuição da paciência da Europa com as belas palavras do presidente (Vladimir) Putin que não correspondem a ações".

Autoridades dos EUA expressaram crescente preocupação com o acúmulo de tropas russas na fronteira com a Ucrânia e o fornecimento contínuo de armamento pesado para os separatistas.

Estes são sinais de que, pelo menos até agora, as sanções não estão forçando Putin a recuar, apesar do dano que as sanções estão provocando para a economia russa.

"Não é uma nova Guerra Fria", disse Obama a jornalistas. "É uma questão muito específica relacionada à falta de vontade da Rússia de reconhecer que a Ucrânia pode traçar o seu próprio caminho."   Continuação...

 
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fala com jornalistas sobre imposição de sanções à Rússia. 29/07/2014. REUTERS/Joshua Roberts