Desempenho nas Américas do Norte e do Sul prejudica Fiat Chrysler no trimestre

quarta-feira, 30 de julho de 2014 08:35 BRT
 

MILÃO (Reuters) - A Fiat Chrysler divulgou nesta quarta-feira uma queda no lucro operacional do segundo trimestre, com um melhor desempenho de suas marcas de luxo e das operações na Ásia e Europa não conseguindo compensar a fraqueza na América Latina e resultados decepcionantes na América do Norte.

A montadora italiana, que está completando uma fusão com a Chrysler para criar o sétimo maior grupo automotivo do mundo, disse que o lucro antes de juros e impostos (Ebit), incluindo itens especiais, ficou em 961 milhões de euros (1,29 bilhão de dólares) no período de abril a junho, abaixo da marca de 1,07 bilhão de euros registrada um ano antes.

O lucro líquido caiu em mais de metade para 197 milhões de euros, ante 435 milhões de euros, atingido por um aumento dos encargos fiscais com os ganhos nos Estados Unidos agora sujeitos à tributação diferida.

A empresa confirmou suas metas para o ano inteiro.

A América Latina costumava responder por cerca de um quarto do lucro da Fiat. Analistas esperavam um mau desempenho na região por causa do impacto do euro forte contra as demais moedas e a expectativa do fim de incentivos para venda de automóveis no Brasil, mas a queda de 23 por cento nas vendas foi maior do que a esperada por alguns.

Ainda assim, as vendas globais subiram para 23,3 bilhões de euros, ante 22,3 bilhões um ano antes, impulsionadas por aumentos de dois dígitos na Ásia e pelas marcas de luxo da empresa, incluindo Ferrari e Maserati.

Os resultados das operações na América do Norte, que se tornaram cada vez mais importantes para a Fiat após o seu negócio na Europa ter sido atingido por uma retração de seis anos, decepcionaram, com queda de 18 por cento no lucro operacional, apesar de um aumento de 7 por cento na receita.

No entanto, o grupo quase alcançou o equilíbrio entre despesas e receitas na Europa, ajudado por vendas da família Fiat 500, pelo novo Fiat Ducato e Jeeps.

A dívida líquida ficou em 9,7 bilhões de euros no final de junho, recuo ante os 9,996 bilhões do final de março.

(Por Agnieszka Flak)