CIA pede desculpa por espionar comitê do Senado dos EUA

quinta-feira, 31 de julho de 2014 17:36 BRT
 

Por Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) - A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) admitiu nesta quinta-feira ter monitorado de forma imprópria computadores usados pelo Comitê de Inteligência do Senado em uma investigação sobre as táticas de interrogatório e prisões secretas para suspeitos de terrorismo da agência após os atentados de 11 de setembro de 2001.

O porta-voz da CIA, Dean Boyd, afirmou em um comunicado que o inspetor-geral da agência determinou que “alguns funcionários da CIA agiram de maneira inconsistente" com um entendimento entre a agência e o comitê.

Boyd disse que o diretor da CIA, John Brennan, informou a senadora Dianne Feinstein, presidente do comitê no Senado, e o senador republicano Saxby Chambliss sobre suas descobertas e se desculpou.

O Comitê de Inteligência vinha investigando os excessos supostamente cometidos por agentes da CIA, que usaram métodos de interrogatório violentos, incluindo simulação de afogamento, e estabeleceram uma rede de prisões secretas no exterior.

Ativistas de direitos humanos e críticos dos métodos da CIA, entre eles políticos norte-americanos, descreveram os procedimentos de interrogatório da agência como tortura.

A Casa Branca deve entregar um resumo do relatório do comitê, e as respostas da CIA e dos republicanos, ao Congresso até o final desta semana.

Feinstein terá que decidir se uma desculpa é o bastante ou se alguma outra ação é necessária, informou Steven Aftergood, especialista em segurança nacional da Federação de Cientistas Americanos.

O senador Mark Udall, democrata do Comitê de Inteligência, disse que o relatório do inspetor-geral minou seu apoio a Brennan.   Continuação...