Marina critica Dilma e promete esforço pela estabilização econômica

quarta-feira, 20 de agosto de 2014 23:06 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A nova candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, criticou a presidente Dilma Rousseff pela crise no setor energético e prometeu que, se eleita, seu esforço será pela estabilização da economia do país.

"Sabemos que os investimentos têm que acontecer no nosso país e isso vai acontecer quando tivermos uma nova base política que dê credibilidade para os investimentos", disse Marina em sua primeira entrevista coletiva depois de o PSB formalizar sua candidatura à Presidência.

"Poderemos combinar os instrumentos da macroeconomia com a microeconomia para que o Brasil possa voltar à estabilidade econômica, esse será o nosso esforço", acrescentou a ex-senadora, que substituiu Eduardo Campos, morto num acidente aéreo na semana passada, como cabeça de chapa do PSB.

Marina reafirmou também o compromisso com o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central, lembrando que já defendia essas posições em 2010, quando foi candidata à Presidência pelo PV e teve quase 20 milhões de votos.

A candidata também repetiu o compromisso com as reformas anunciadas por Campos, como a tributária, e mostrou confiança de que poderão ser realizadas com o apoio da sociedade brasileira.

Ela defendeu as conquistas alcançadas pelo país com os governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) --controle da inflação-- e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) --redução das desigualdades sociais--, mas foi bastante dura ao criticar Dilma, lembrando que Campos dizia que a presidente vai entregar um país pior do que recebeu.

E partiu para o ataque contra a petista, que busca a reeleição, quando falou sobre a crise do setor energético.

"É lamentável que tenhamos desde 2002 a ameaça de apagão. Eu digo lamentável porque nós temos há 12 anos a mesma pessoa à frente da política energética do nosso país, inicialmente como ministra (de Minas e Energia), depois como chefe da Casa Civil e agora como presidente da República", disparou.   Continuação...