PSB corre para pôr Marina na rua e dissipar diferenças internas com Rede

quinta-feira, 21 de agosto de 2014 18:44 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Na corrida contra o tempo para dar a arrancada na campanha de Marina Silva à Presidência pelo PSB, socialistas e marineiros tentam remover as diferenças, pressionados pelo desembarque do coordenador de campanha e ainda sob choque com a morte de Eduardo Campos.

O partido, que conseguiu oficializar na quarta-feira após horas de negociações, os nomes de Marina Silva como candidata à Presidência e do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice, corre atrás do prejuízo, uma vez que há uma semana as ações estão paralisadas por causa da tragédia com Campos e das decisões políticas que tiveram que ser tomadas.

Além das articulações internas, o partido teve nesta quinta-feira uma nova rodada de negociações com partidos da coligação. Ao todo, cinco partidos --PPL, PPS, PRP, PSL e PHS-- compõem a aliança junto com o PSB e quatro deles já manifestaram apoio à composição da chapa.

A ex-senadora deve ainda se reunir na sexta-feira com o presidente do PSL, Luciano Bivar, aliado que manifestou descontentamento com a condução do PSB para formatar a nova chapa.

Em meio a tantos ajustes, o PSB ainda teve que debelar no meio do caminho uma crise no comando da campanha, com a saída do coordenador-geral, o socialista Carlos Siqueira, ligado a Campos.

Depois de alterações propostas por Marina na quarta, Siqueira decidiu deixar o cargo. Ao chegar à reunião com os partidos da coligação nesta quinta na sede do PSB, em Brasília, Siqueira declarou que a nova candidata deveria escolher o seu novo coordenador.

“Eu estava numa coordenação de uma pessoa que era do meu partido e que eu tinha estrita confiança e agora terminou essa fase”, afirmou, referindo-se a Campos.

Ao deixar o local, ele disparou contra Marina, dizendo que ela não representa o legado de Campos.

"Como hospedeira da instituição, ela deveria respeitar essa instituição. Quando se está em uma situação como hospedeira, como ela é, tem que se respeitar a instituição, não se pode querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela, porque no PSB mandamos nós", disse.   Continuação...