Marina afirma que presidente da República não deve ser "propriedade de um partido"

sexta-feira, 22 de agosto de 2014 19:22 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A nova candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira que terá apenas um mandato de quatro anos se for eleita e disse que um presidente da República não deve ser tratado "como propriedade de um partido".

A ex-senadora, que assumiu a cabeça da chapa presidencial do partido após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo, se declarou contra a reeleição e voltou a assegurar que o programa de governo será baseado no que já havia sido acertado com Campos.

"O meu mandato será um mandato de apenas quatro anos. O que eu quero é ajudar a renovar a política, que o Estado brasileiro seja colocado a serviço dos brasileiros", disse ela a jornalistas, após reunião com a equipe que elabora o programa de governo da coligação.

Marina, que se filiou ao PSB em outubro de 2013 depois de não ter conseguido registrar a Rede Sustentabilidade, partido que tentava fundar, disse algumas vezes antes da morte de Campos que os membros da Rede tinham data para sair do PSB e que pretendia se dedicar à formalização de sua sigla.

Ao ser perguntada se permanecerá no PSB caso chegue ao Palácio do Planalto, Marina respondeu nesta sexta que o momento agora é de deixar que os líderes socialistas se "estabilizem" e se "reconectem" após a morte de Campos na semana passada.

Diante da insistência de repórteres sobre o tema, a candidata disse que "nós não devemos tratar o presidente da República como propriedade de um partido".

Após a morte de Campos, pesquisa Datafolha divulgada no começo desta semana mostrou Marina em empate técnico com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, mas numericamente à frente do tucano e atrás apenas da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição.

Numa simulação de segundo turno, a ex-senadora teria 47 por cento das intenções de voto contra 43 por cento de Dilma, com empate no limite da margem de erro.   Continuação...

 
Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República. REUTERS/Ueslei Marcelino